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Muitos atores tentam partir para a carreira na direção, mas poucos foram tão bem sucedidos quanto George Clooney. Seus 4 primeiros filmes foram absolutamente queridos tanto pela crítica, quanto pelo público e pelas premiações. Depois ele deu duas tropeçadas e então chegamos ao sétimo filme do diretor.
O Céu da Meia-Noite acompanha Augustine (George Clooney), um solitário cientista no Ártico que tenta impedir que Sully (Felicity Jones) e seus colegas astronautas voltem para casa em meio a uma misteriosa catástrofe mundial. Com um grande elenco liderado por Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler e pelo próprio George Clooney, o filme chega na temporada de premiações com tarefa de ser o ficção do ano e conquistar principalmente diversas indicações em categorias técnicas. "O Céu da Meia-Noite" carrega uma temática urgente de destrate ambiental que pode fazer muito sucesso com os votantes, além de Clooney não ter sido indicado a mais nada desde 2013, quando venceu o Oscar de Melhor Filme por "Argo". E provavelmente os votantes terão muita boa vontade com uma das personalidades mais influentes de Hollywood. Bom, as primeiras críticas foram medianas. O filme é exaltado em sua parte técnica e parece mais uma boa adição na carreira de Clooney, mas parece faltar originalidade no roteiro, o que pode prejudicar para as categorias principais. Clooney dá um salto considerável no escopo de seus projetos anteriores por trás das câmeras, enquanto também faz a transição no papel principal de encantador ídolo jovem para um veterano cansado. Clooney está trabalhando em uma escala maior do que já tentou antes e encena algumas sequências de efeitos visuais emocionantes; a trilha de Alexandre Desplat cobre a ação com uma grandeza triste. A imensidão do filme - especialmente suas cenas no espaço sideral - podem preencher o vazio do espetáculo cinematográfico deixado por COVID. Até mesmo os silêncios (e são muitos) têm um ar de prestígio, fazendo de “O Céu da Meia-Noite” um candidato a prêmios quase antes de se tornar um filme. George Clooney tem uma barba muito grande para um papel de tamanho médio nesta nova ficção científica insignificante, que flutua suavemente no cosmos, acalmada entre duas histórias separadas, aparentemente maravilhado com o planeta. A receita aqui é uma base de "Gravidade" (que o próprio Clooney referiu como uma influência, junto com "O Regresso"), um pouco de "The Road", uma pitada de "Interestelar", uma sequência de "Ad Astra", uma colher de “Perdido em Marte” e finalizando com "Filhos da Esperança" para dar sabor. Apenas ser capaz de separar essas referências não torna inerentemente "O Céu da Meia-Noite" uma falha, mas o que é surpreendente é o quão pouco resta para mastigar depois de considerar os melhores filmes trazidos de volta à memória por esses retornos superficiais. Ele é uma presença bem-vinda em sua primeira atuação na tela desde 2016, mas a direção de Clooney é tão fria quanto a paisagem que seu personagem viaja, nunca encontrando nada que pareça orgânico. Isso parece bom. Parece ótimo. Mas é muito vazio. Melancólico, esta é a produção mais sofisticada de Clooney em 15 anos. E é acompanhada de um desempenho igualmente melancólico e comparável a atuação que lhe deu o Oscar por "Syriana". Metade do filme mostra Clooney canalizando Iñárritu e DiCaprio, enquanto se joga em uma espécie de versão polar de "O Regresso" (que inclusive leva o mesmo roteirista). O cientista de Clooney, Augustine Lofthouse, deve viajar por uma nevasca, afastar lobos e enfrentar águas geladas, enquanto cuida de uma jovem misteriosa. Provavelmente, há uma cena excluída em que ele luta contra uma morsa.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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