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O western é um dos gêneros mais identificados com o cinema, criando verdadeiros clássicos como “Era Uma Vez No Oeste”, “Os Imperdoáveis” e o último a ter destaque na corrida “Django Livre”. Em Veneza tivemos a exibição daquele que promete ser o representante nesta temporada, “Os Irmãos Sisters” do francês Jacques Audiard. O elenco repleto de ótimos atores de Hollywood como John C. Reilly, Joaquin Phoenix, Jake Gyllenhaal e Riz Ahmed dão o tom, mas não garantem a eficiência do longa. Temos um western típico, em que no Oregon de 1850, um garimpeiro é perseguido por uma infame dupla de assassinos, chamados de Irmãos Sisters. O primeiro destaque no filme vai para a coerência de Audiard em manter seu estilo brutal de narrativa. “Audiard nunca fez um filme de ação propriamente, mas muito deles apresentam seus créditos quanto a uma intensidade física brutal. [...] “The Sisters Brothers” é repleto de sonoridade e com um direcionamento inteligente. Mesmo que poucas, as cenas de ação são de alta potência e permanecem imprevisíveis até os últimos momentos”, comenta Eric Kohn, da Indiewire. Entretanto, está opinião não foi uma unanimidade, mesmo que o saldo geral seja positivo. Segundo Owen Gleiberman, do Variety, faltou criatividade. “Eu até gostei do filme, especialmente da performance de John C. Reilly, mas também fiquei impaciente em certos pontos. [...] Eu percebi que o que me impressionou com um toque cansativo é que cada elemento dele - a fanfarronice fraternal, as matanças, o enredo - é tão malditamente familiar”, concluiu o crítico. Para aqueles que são puristas sobre o gênero, “The Sisters Brothers” pode ser uma excelente opção, mas aqueles que esperam algo mais têm grandes possibilidades de se decepcionarem. Tim Grierson, do ScreenDaily ainda adiciona um outro elemento à discussão sobre o que o filme se propõe. “O filme as vezes zomba maliciosamente dos empoeirados clichês de ombros largos de Hollywood, mas há uma eficiência brutal, como o que acontece em muitos filmes anteriores de Audiard, o destaque ao poder destrutivo da violência.”, destaca. A sensação é que o filme poderia ter sido muito mais do que realmente foi. Há elementos que o valorizam, mas também tem um período cansativo e lento, que decepciona. A equipe técnica é um deleite para os apaixonados por cinema, uma vez que a trilha é de Alexander Desplat, os figurinos de Milena Caronero, o designer de produção de Michel Barthelemy e a fotografia poeirenta de Benoit Debie. O quadrado de atores também é o destaque: “Reilly tem o personagem mais complexo aqui e ele faz muito bem, profundo e turbulento. Phoenix fornece é um parceiro disposto, ainda que menos assertivo. Gyllenhal e Ahmed são competentes, ainda que menos atraentes”, descreve Todd McCarthy do The Hollywood Reporter. As chances de “Os Irmãos Sisters” chegar ao Oscar 2019 continuam presentes, afinal é uma reunião de grandes talentos. Contudo, a sensação em Veneza é que talvez ele pudesse ser um pouco mais, além de não ser exatamente este festival o melhor lugar para ele ser lançado. A técnica é incrível, os atores são incríveis e Audiard está só começando seu caminho em Hollywood. Juliana Leão - equipe CETI!
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