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Seguindo em frente com nosso especial sobre as categorias técnicas do Oscar, chegou a hora da Melhor Maquiagem! Durante muitos anos, os maquiadores ganhavam apenas prêmios especiais pelo trabalho, e eram prêmios poucas vezes cedidos. Até que no Oscar de 1981, David Lynch lançou o filme “O Homem Elefante” e a Academia recebeu inúmeras reclamações sobre o fato de o longa não ter sido premiado pela maquiagem. Então, dois anos depois, a categoria era montada e o primeiro vencedor revelado: Rick Baker, um dos maiores maquiadores da história do cinema - que anunciou sua aposentadoria ano passado, tendo no currículo nada mais do que 7 estatuetas! Seu último trabalho vencedor da estatueta foi em 2011, “O Lobisomem”. A maquiagem transforma os atores usando próteses, aparelhos e técnicas mais complexas de maquiagem. Efeitos especiais de maquiagem usam dispositivos mecânicos e computação gráfica para dar vida às criaturas imaginárias ou para criar uma aparência de lesões, doenças e deformidades. O período de maquiagem, às vezes, recriam um olhar histórico. Quando as pessoas envelhecem, a pele muda de cor e ganha expressões de idade. Para o envelhecimento mais extremo, são feitas manchas nos dentes, afinamento dos cabelos, desenvolvem-se veias proeminentes e até descoloração. Um exemplo fenomenal de maquiagem para envelhecimento, foi feito no filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, vencedor do prêmio em 2009. Veja abaixo as fases do personagem de Brad Pitt. A Academia busca originalidade, imaginação e a maquiagem tem que condizer com a época e com a proposta do filme, sem erros de continuidade. Às vezes, as maquiagens mais difíceis, são aquelas que buscam retratar pessoas reais, como no “Clube de Compra Dallas” (vencedor em 2014) e “A Dama de Ferro” (vencedor 2012), aonde os atores deveriam ficar semelhantes a pessoas completamente diferentes e que existiram. O fato de serem personalidades, dificulta ainda mais, pois qualquer erro seria repetidamente lembrado. A maquiagem, por vezes, também é um artificio para criar monstros. No longa, vencedor do Oscar 2007, “O Labirinto do Fauno”, o ator Doug Jones foi completamente maquiado e ficou irreconhecível para fazer os personagens Homem Pálido e o Fauno. Com o Fauno, Jones teve maquiagens aplicadas no corpo inteiro com espuma de látex. O nariz, pálpebras, sobrancelhas e orelhas eram controlados por pequenos motores nos chifres do Fauno. Já o Homem Pálido, tinha pele esticada. As pernas de ambas as criaturas foram produzidas por uma combinação de maquiagem tradicional e computação gráfica. Os atuais vencedores da categoria são Mark Coulier e Frances Hannon, pelo filme “O Grande Hotel Budapeste”. Tilda Swinton passava horas na cadeira do maquiador para montar o seu personagem. O diretor, Wes Anderson, acostumado com orçamentos modestos, afirmou que pela primeira vez contrataria os melhores maquiadores que pudesse. Nesse ano estão concorrendo “O Regresso”, “O Centenário que Fugiu pela Janela e Desapareceu” e “Mad Max: Estrada da Fúria”. Todos os concorrentes estão em sua primeira indicação, mas parece que “Mad Max: Estrada da Fúria” corre na frente na disputa Danilo Teixeira - equipe CETI!
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