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James Franco é um ator que suscita nas pessoas diversas opiniões a seu respeito. Alguns acham que ele é um ator limitado apenas estará relacionado a Harry Osborne na trilogia de “Homem Aranha” e nada do que ele tenha feito tenha relevância. Ou talvez achem que ele seja um grande intelectual, já que além de ator é também diretor, produtor, escritor, comediante, roteirista, pintor, cantor, tem diversas formações acadêmicas nas principais universidades americanas e fala vários idiomas. O que Hollywood pergunta é até onde vai sua ambição? Em Veneza, Franco estreou seu mais novo filme como diretor, “In Dubious Battle”. Depois de tantas realizações sem expressão, ele parece estar melhorando desta vez. Adaptado da obra Do escritor John Steinbeck, vencedor do Prêmio Pulitzer, o longa conta a história de um grupo de trabalhadores que migram para a Califórnia dos anos 30 para trabalhar nas lavouras de maça. Diante das dificuldades e condições de trabalho, novecentos deles entram em greve contra os latifundiários da região. Liderados pelo ex-presidiário Jim Nolan, a greve é fundamentada no idealismo de “ou tudo ou nada”. O The Hollywood Reporter brinca com esta pretensão do diretor em adaptar mais uma grande obra literária: “Continuando seu valente esforço para garantir que os futuros alunos da literatura americana pode apenas comprar um DVD em vez de ter que ler outro grande romance americano.” Ele já adaptou Som e Fúria e Enquanto Agonizo, de Faulkner e Filho de Deus, de McCarthy. Franco vai bem em recriar o desespero da Grande Depressão, as roupas esfarrapadas e os olhares famintos são exibidos de uma forma autêntica e envolvente. É a primeira vez que ele trabalha o drama em seus filmes autorais, o que faz de forma suficiente, mas um tanto desconexa, isso deixa o filme com uma abordagem suavizada do livro. A revista Variety traz esta opnião: “No meio, onde o filme deve ferver de paixão, ele desce um pouco de qualidade. Franco fez um filme sobre um levante que é muito mais convincente do que "Free State of Jones", mas a história de Mac e Joe, os defensores do partido dos trabalhadores que estão fazendo tudo isso acontecer nunca realmente inflama. Como diretor, Franco aprendeu a encenar uma cena, mas ele e seu roteirista, Matt Rager, não construíram camadas para a ação. O filme dá-nos pequenos dramas, mas no geral ele não comove.” Franco encheu seu elenco com atores experientes como Ed Harris, Robert Duval, Brian Cranston, Sam Shepard, Vincent D’Onofrio, John Savage, além da cantora e atriz Selena Gomez e dele próprio. Sem dúvida estão nos atores mais velhos as melhores entregas de personagem, principalmente Harris, Shepard e D’Onofrio. Quanto a Franco, como em praticamente todos os filmes que dirigiu e também atuou, seu próprio desempenho não é dado atenção suficiente e é um pouco irregular. Quem chama a atenção é o jovem Nat Wolff, pois, como pontuou o TRH, se “In Dubious Battle” permanece assistível, é porque ele realmente vende as dúvidas, o crescimento e a dura realidade de seu personagem.” Mesmo o The Guardian apontando que “é um filme com o coração no lugar certo, mas que todo o resto está fora de sintonia, principalmente por uma marcha dramática arrastada. O filme tem que ser reconhecido como um crescimento do cinema de Franco.” Ele está aprendendo com os seus próprios erros, a cada filme. Ele adquiriu habilidades que estão começando a fundir-se com o melhor lado de seus instintos, que é olhar para os indivíduos com uma sinceridade que os filmes tradicionais muitas vezes procuram evitar. “In Dubious Battle” pode não ser um bom filme, mas vale a pena assistir. Juliana Leão - Equipe CETI!
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