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Yorgos Lanthimos, Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz fazem um excelente trabalho em “The Favourite”! Yorgos Lanthimos é um cineasta grego que há uns três ou quatro anos passou a chamar muita atenção de Hollywood para os seus filmes. Isso porque eles traziam um certo tipo de humor e de maneira de contar um história que beirava o negro, para alguns até um pouco difícil de ingerir. Tudo o que é estranho sempre atraí muita curiosidade, e foi neste movimento que então foi descoberto um profissional sensacional. Veneza confirma seu grande momento, fazendo “The Favourite” entrar realmente na rota do Oscar. A trama tem leve inspiração na história da rainha Anne, na Inglaterra do século XVIII, em que duas nobres, a Duquesa de Marlborough e a Baronesa Masham, disputam os seus agrados. Para ser a favorita e ter a atenção, elas acabam criando um curioso triângulo amoroso político-sexual, repleto de problemas maternos. Peter Bradshaw, do The Guardian, comemora essa loucura que Lanthimos criou: “Há um roteiro original alegremente obsceno de Deborah Davis e Tony McNamara, que traz o absurdo pelo qual ele [Lanthimos] já é conhecido, junto com algo ainda mais irregular e desinibido. [...] É um filme escabroso e muitas vezes hilariante, feito em loop pelas visões de pesadelo e distorções de grande ângulo criadas pelo diretor de fotografia Robbie Ryan”. O desenvolvimento positivo do diretor também foi bastante comentado no Festival, como se ele estivesse cada vez mais à vontade com os desafios. “Lanthimos não é considerado um "diretor do ator" da mesma forma que Quentin Tarantino e David O. Russell, mas talvez ele devesse ser. Seu estilo não ortodoxo permite que (e talvez até force) os atores exibam aspectos de seus repertórios que poucos diretores estariam até interessados em entrar.”, comenta Michael Nordine, da Indiewire. Ele consegue criar um ambiente sedutor e repulsivo, que leva a catarse no final, porque há debaixo do humor uma profunda tristeza. Todo o destaque também é devido para um trinca de atrizes excelentes, que se antes já eram especuladas para a temporada de premiações, hoje elas fincaram os dois pés. Olivia Colman está em um grande momento na carreira, Rachel Weisz vem em uma retomada impressionante e Emma Stone demonstra muito amadurecimento após seu Oscar. “Weisz e Stone estão interpretando rivais implacáveis, nenhuma personagem é movida por malevolência leviana. Elas estão usando suas garras para sobreviver e encontrar um lugar em uma sociedade que não lhes favorece. Weisz traz uma pálida arrogância, Stone é docemente esperta.”, afirma Owen Gleiberman, do Variety. Contudo quem tem o filme na palma das mãos é Colman, com um trabalho brilhante. “A imponente performance de Colman, traz a esta brilhante atriz a atenção que ela merece, é um trabalho de camadas complexas. Ela lentamente descobre o patético capricho sob a maquiagem de rainha louca, juntando com o humor infantil e as excentricidades selvagens.”, diz David Rooney, do The Holywood Reporter. Depois de brilhar com “O Lagosta” e “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, Lanthimos caminha a sua carreira para um patamar de primeiro time, mesmo que faça um cinema com humores complexos. Olivia, Emma e Rachel, como estão escritas no belíssimo pôster, apresentam performances impressionantes. A reconstituição da época por Crombie Fiona, no designer da produção, e Sandy Powell, nos figurinos, faz lembrar “Barry Lyndon”, “Ligações Perigosas” e “Maria Antonieta”. Temos um filme forte para o Oscar. Juliana Leão - equipe CETI!
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