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Com a quarentena muitos diretores resolveram fazer trabalhos nos moldes diferentes que estavam acostumados. Um dos casos mais interessantes, que até mesmo foi fazer a sua estreia em Veneza, é de Pedro Almodóvar com o curta "The Human Voice".
"The Human Voice" é a adaptação de 30 minutos da peça de mesmo nome de Jean Cocteau, e fala sobre uma mulher que espera ansiosamente pela ligação do amante que acabou de deixá-la. O curta é protagonizado por Tilda Swinton, que chega em Veneza sendo homenageada com um prêmio por toda a sua carreira. Além disso, "The Human Voice" marca o primeiro trabalho do diretor falado em inglês. Ainda não sabemos se Almodóvar pretende inscrever seu trabalho na categoria do Oscar de Melhor Curta-Metragem, mas, se o fizer, temos aqui provavelmente um forte favorito para a vitória. A crítica falou que o diretor segue muito bem depois do excelente "Dor e Glória", e Tilda foi extremamente elogiada: O delicioso curta de Pedro Almodóvar, primorosamente bem vestido, adapta a velha história de Jean Cocteau em algo essencialmente seu. "The Human Voice" seria um dos ingressos mais quentes no Festival de Cinema de Veneza se não fosse pelo pequeno ponto que tem apenas 30 minutos de duração. Ainda assim, não é o tamanho que conta, mas o que você faz com ele, e o Almódovar faz tanto em meia hora que está fadado a ser classificado como um dos destaques do Festival, de qualquer maneira. Uma amostra requintada do que pode ser o cinema experimental! Tilda Swinton está sendo homenageada no festival de Veneza este ano, onde recebeu um prêmio pelo conjunto de sua obra. 'The Human Voice' é a maneira perfeita de celebrar o ator e sua carreira, pois só Swinton (e um cachorro maravilhoso) mantém o público em suas mãos enquanto nos leva do estúdio ao apartamento, através da loja de ferragens para pegar um machado, que ela usa com grande efeito. Seu desempenho aqui é perfeito e há alguns acenos humorísticos para sua própria carreira, não apenas no monólogo, mas nos artefatos em casa (como o enorme livro de David Bowie aninhado na prateleira atrás dela). Ela é engraçada, frágil, histérica e frágil e totalmente absorvente. Trinta minutos perfeitos para nos lembrar da grandeza de Almodovar e Swinton, e da alegria de assistir a tanta perfeição em um cinema às escuras. Este curta-metragem é uma vitrine estrondosa dos talentos versáteis de Swinton.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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