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O Festival de Veneza entra no segundo dia com alguns dos filmes mais importantes da temporada e com outros que podem surpreender! Wim Wenders, no caso, ocupa as duas posições. O diretor não traz um dos filmes mais comentados até então, mas merece ser visto, principalmente quando lembramos de alguns de seus trabalhos anteriores como “Paris, Texas”, “Asas do Desejo” ou, o recente trabalho com o brasileiro Juliano Ribeiro Salgado, “O Sal da Terra”. Wenders estreia em Veneza com “The Beatiful Days of Aranjuez”, que traz no elenco nomes como Reda Kateb, Sophie Semin, Peter Handke e uma participação de Nick Cave. A sinopse é demasiadamente simples: o filme fala sobre um escritor alemão, sentado em sua mesa, e digitando uma conversa entre um homem e uma mulher (ambos franceses e sem nome) que estão um pouco à frente dele, como se o que ele escrevesse já estivesse tomando forma instantaneamente. A conversa desse casal é basicamente sobre tudo: amor, sexo, vida... Escrito por Peter Handke (“Asas do Desejo”) e filmado em 3D, o longa trouxe algumas críticas bem mornas: Rory O’Connor, do The Film Stage, escreve que: “Talvez o artista mais suave a emergir de seus contemporâneos famosos, Wenders tem sido sempre um grande admirador de Yasujiro Ozu (“Bom Dia”, “Era Uma Vez em Tóquio”) e elementos do diretor podem ser visto, principalmente, nos ângulos de câmera que estão sendo usados. Considerando-se que o filme é, em si mesmo, uma tentativa de colocar na tela como um escritor pode visualizar a sua história, o uso de 3D não oferece uma qualidade espacial ou qualquer inovação no processo. No entanto, tais floreios confiantes são breves ou às vezes redundante e acaba por deixar de elevar o diálogo romântico quase constante do texto de Handke. Kateb e Semin (ainda mais) encontram grande alegria e dedicação em seu trabalho, mas como um filme de 97 minutos, apenas conversa simplesmente não consegue sustentar o olhar do espectador”. Deborah Young, do The Hollywood Reporter, escreveu que o filme tem boas ideias, e que foi muito bem adaptado da peça de teatro, mas que são tantos diálogos e tão rápidos, que é preciso ser um bom leitor de legendas para não perder nada. Deborah ainda escreveu: “Talvez não seja surpreendente, e apesar de atores hábeis, um bom trabalho de câmera e escolhas musicais pouco frequentes, o resultado é um cinema de arte rarefeito que terá tanta dificuldade em encontrar uma audiência quanto os dois personagens em encontrar equilíbrio”. Peter Bradshaw, do The Guardian, de 2 estrelas em 5 e começou detonando: “The Beatiful Days of Aranjuez é inerte, irritante e arrogante: auto-consciente, tedioso, com uma teatralidade datada e pesada, utilizando um 3D que não acrescenta nada ao seu maçante jardim francês idealizado nos arredores de Paris. No entanto, ele vem brevemente à vida em um ponto: Nick Cave aparece ao piano, cantando afetuosamente de amor e perda”. “The Beatiful Days of Aranjuez” é um filme de festivais independentes, não deve ter vida longa em premiações e, provavelmente, vai alcançar apenas um público muito limitado. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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