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Danilo Teixeira - Equipe CETI Seguimos em frente com o Festival de Veneza e, dessa vez, “Aliança do Crime” de Scott Cooper é o filme do momento. O maior chamariz do longa era o ator Johnny Depp, em uma atuação que prometia ser a sua volta aos grandes papéis no cinema ou, mais um fracasso cheio de expectativa. O longa conta a história de Whitey Bulger, irmão de um senador do Estados Unidos, que foi um dos criminosos mais famosos da história de Boston. Começou a trabalhar como informante do FBI para derrubar uma família de mafiosos, mas ao ser traído pela agência, acabou se tornando um dos homens mais procurados do país. O elenco ainda é formado por Benedict Cumberbatch ("O Jogo da Imitação"), Kevin Bacon ("Apollo 13"), Joel Edgerton ("Exôdus") e Peter Sarsgaard ("Blue Jasmine"). Peter Bradshaw, do The Guardian, deu 4 estrelas em 5 e elogiou a construção do roteiro: “Cooper e seus roteiristas Mark Mallouk e Jez Butterworth tem algo substancial para adicionar ao gênero: os gangsteres em sua história não surgem do nada como supervilões. Eles são os sintomas da corrupção política, parasitas criadas por agências do Estado”. Peter também fala sobre os momentos aonde o personagem de Depp nos parece quase simpático, mas logo em seguida, somos surpreendidos de maneira brusca e violenta. Scott Foundas, do Variety, elogiou muito Johnny: “Depp nunca esteve tão bem em um filme desde sua parceria com Al Pacino em "Donnie Brasco"; até mesmo o seu papel indicado ao Oscar - J.M. Barrie - em "Em busca da Terra do Nunca" parece um turbilhão de tiques e maneirismos exagerados se fizermos a comparação. Mesmo os grandes atores (Nicholson e Pacino estar entre os casos que podemos realmente atestar) podem cair para trás sobre as indulgências e maus hábitos quando sentem que estão dando ao público o que ele quer ver. Mas Depp é totalmente restaurado aqui, nos remetendo a suas primeiras colaborações com Tim Burton e "Dead Man", sabendo que ele é tão profundo dentro do papel que, tudo o que ele fizer, nós iremos com ele”. Scott ainda elogiou os atores coadjuvantes, dando uma ênfase para Benedict Cumberbatch que ele descreveu como “excelente”, e elogiou também toda a parte técnica, exaltando o figurinista, a direção de arte e tecendo elogios a toda a trilha sonora que, segundo ele, é “perfeitamente desesperada e muito bem humorada quando necessária”.
Todd McCarthy, do “The Hollywood Reporter” , teceu ainda mais elogios ao ator: “... Depp assume o controle do filme desde o início e nunca se rende, exceto quando ele desaparece por um tempo, no segundo ato. Ele é tão carismático como seu personagem deve ser, plenamente convincente e assustador com amigos e inimigos, esconde suas verdadeiras intenções e faz suas próprias regras em um ritmo alarmante. O instinto de Depp para observar e manter as coisas para, em seguida, se mostrar apenas quando necessário, encontramos aqui um desempenho muito mais convincente do que o seu papel anterior de gangster, John Dillinger em Inimigos Públicos de Michael Mann . Ele é inesperado, muito bem-vindo neste momento em sua carreira, e um dos seus melhores trabalhos de todos os tempos”. “Aliança do Crime” é o filme que Johnny Depp precisava. Saindo elogiado do festival de Veneza, a tendência é que a academia perceba a volta de um dos atores mais icônicos dos últimos anos. E Benedict Cumberbatch pode crescer junto na corrida e levar uma nomeação a melhor ator coadjuvante. O longa também deve entrar na corrida de melhor maquiagem e direção de arte, além de roteiro, direção e melhor filme. Mas, por hora, vamos aplaudir o que já está sendo considerado a volta de Johnny Depp. “Aliança do Crime” estreia em 12 de novembro nos cinemas brasileiros.
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