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Hora de deixarmos Veneza um pouquinho de lado e abrirmos Toronto!
Simplesmente, Toronto começa 2023 com a lenda Hayao Miyazaki. O diretor sai da aposentadoria para fazer aquele que por enquanto será seu último filme, "The Boy and the Heron", um lançamento com o Studio Ghibli. Aliás, o Studio Ghibli fez uma escolha curiosa ao não lançar trailers, fotos oficiais, posteres ou sinopse. O filme chegou aos cinemas no Japão sem o público saber absolutamente nada sobre o filme, e mesmo assim foi um sucesso absoluto de crítica. Muito curioso pensar nisso numa época em que produtoras como a Disney gastam milhões em publicadade com filmes que ainda assim acabam fracassando. Mas, agora temos uma sinopse: "Um jovem garoto chamado Mahito anseando pela sua mãe, se aventura em um mundo compartilhado entre vivos e mortos. Ali, a morte encontra um fim e a vida acha um novo começo. Uma fantasia semi-autobiográfica sobre vida, morte e criação, em tributo à amizade, da mente de Hayao Miyazaki." E assim como o esperado, o filme teve críticas incríveis. É considerado uma última obra-prima do diretor. Como se realmente fosse um filme de despedida, e assim seu trabalho mais pessoal. Miyazaki deve chegar forte na temporada de prêmios, e mais uma vez, a categoria de Melhor Animação vai estar muito boa! O último filme de Miyazaki é uma obra-prima! Se não for o mais impressionante instantaneamente, pode ser porque ele dedica tempo para entregar mundos dentro de mundos, camadas sob camadas, para criar uma experiência avassaladora no final. Hayao Miyazaki emerge da aposentadoria com um canto de cisne profundamente pessoal! O lendário autor baseia-se em memórias de infância para refletir sobre o amor, a perda e a interseção entre a vida e a morte em um mundo que gira fora de controle. É mais fácil falar do que fazer com Miyazaki, que é considerado por muitos (incluindo este crítico) como o artista mais visionário que trabalhou em animação desde Walt Disney. O que poderia ser tão convincente para tirar Miyazaki da aposentadoria? Seria algum tipo de projeto abrangente de carreira? Melhor pensar nesse filme como uma rodada de bônus – uma adição digna, mas intermediária, a uma obra notável que expande sua filmografia sem necessariamente superá-la. No cinema poucos nomes são tão icônicos quanto Hayao Miyazaki, e sua última aventura carrega o peso da expectativa. Dos toques emocionantes característicos do Studio Ghibli a um enredo que pode deixar perplexo, este visual deslumbrante reafirma inegavelmente o status de Miyazaki como um dos cineastas mais amados do mundo! A obra-prima final de Hayao Miyazaki é a despedida onírica de um homem imortal que se prepara para sua própria morte! Deve-se entender que está entre os filmes mais bonitos já desenhados! O fato de o Studio Ghibli ter decidido lançar o filme no Japão sem sequer uma sinopse oficial e muito menos um trailer, parece uma atitude sensata depois de ver a aventura finalizada. A antecipação em torno de qualquer coisa envolvendo Miyazaki prepara o terreno para expectativas desproporcionais. E embora sua marca visionária de maravilha esteja presente aqui, ela assume uma forma singularmente madura e introspectiva que pode confundir alguns fãs. Por mais que a fantasia forneça uma fuga momentaneamente nutritiva para a alma, ele parece sugerir, todos nós devemos eventualmente enfrentar a nossa humanidade monótona e esperar encontrar consolo na magia do mundano. É uma sorte saber que o maior alquimista da animação nos presenteou com seu feitiço mais pessoal até agora.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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