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Desde que explodiu em Hollywood em 2013 com "O Lobo de Wall Street", Margot Robbie começou um escalada na carreira que os críticos e estudiosos do cinema cravaram que o Oscar para ela é uma questão tempo. Depois disso, houveram várias oportunidades de mostrar o seu talento, voltando aos maiores burburinhos ao interpretar a vilã dos quadrinhos Arlequina em "Esquadrão Suicida". Neste ano e no próximo a australiana está escalada para diversas produções, com muito destaque. De olho no Oscar 2018, sua corrida começa com "I, Tonya", que recebeu muitos aplausos no Festival de Toronto. Dirigido por Craig Gillespie e com o roteiro de Steven Rogers, o longa conta a história real da patinadora no gelo Tonya Harding, que está em grande momento na carreira sendo uma das principais atletas americanas da patinação artística dos EUA, mas seu futuro no esporte é lançado em dúvida quando seu ex-marido intervém. O primeiro destaque vai para Gillespie, que segundo John DeFore, do The Hollywood Reporter, "dirige como se ele estivesse fazendo "Os Bons Companheiros". Sua câmera nunca descansa, varrendo e correndo até mesmo quando Tonya está deslizando sobre o gelo. Ele também se entrega em pequenos trechos alguns registros pop com estilo excêntrico, que lembra muito o cinema de Martin Scorsese." O filme traz um comédia de humor negro requintadísimo, que na sua sequencia inicial lembra muito o clássico "Rashomon", em que os personagens envolvidos na história de Tonya, que num rápido Google descobrimos ser uma das figuras mais controversas dos anos 90, contam a sua visão da polêmica em que a atleta está envolvida. O mérito de fazer estas cenas do filme algo memorável vai de seu elenco que além de Robbie, conta com Sebastian Stan, Allison Janney, Bobby Carnnavale, Mckenna Grace, Julianne Nicholson e Paul Walter Hauser. "É uma jogada ousada para Steven Rogers começar por divertir a plateia com esta estratégia, pois as vezes pode parecer como atirar para todos os lados, mas o filme logo começa a ficar mais complexo e desafiar a compreensão dos espectadores", diz David Ehrlich, da Indiewire. A escolha de Margot para interpretar Tonya gerou certa desconfiança dado ao fato da atriz ser uma sexy symbol e a patinadora ser conhecida por ser um "tipo estranho". Pelo menos é o que se comentava nos bastidores das competições, em que a atleta quase nunca recebia a nota que merecia por suas apresentações, que a pesar de corretas e ousadas não pontuavam em apresentação. Porém ao ver Margot em tela se pode ter a constatação, despida de qualquer vaidade e completamente entregue em sua interpretação - ela aprendeu a patinar e faz realmente as coreografia -, recebeu efusivos elogios. "As cenas de Robbie e Janney são as mais poderosas em "I, Tonya", e infelizmente há muito poucos deles. Mas enquanto o filme às vezes parece muito agitado, Janney e Robbie são âncoras vívidas, mergulhando no tipo de personagens complicados, que pressionam os limite que enfrentamos na vida, apresentando grande domínio de tela", escreve Katey Rich, da Vanity Fair. Alvo de disputa entre distribuidoras, "I, Tonya" se tornou um dos filmes mais rentáveis da história do Festival de Toronto. Segundo o Deadline, o resultado final deu a Neon, que distribuirá nas salas de cinema americanas, sobre a Netflix por 5 milhões de dólares. Esta agitação de bastidores fez o filme entrar na briga pelo Oscar 2018 e pelo Globo de Ouro 2018 nas principais categorias, principalmente para Allison Janney e Margot Robbie, lembrando que ela está super cotada ainda nesta temporada por "Goodbye Christopher Robbin". Juliana Leão - Equipe CETI!
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