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Aaron Sorkin fez história na televisão americana ao ser o principal roteirista de uma das mais bem-sucedidas séries já feitas, "West Wing: Nos Bastidores do Poder". Quando debutou no cinema esteve na empreitada que juntou Tom Hanks, Julia Roberts, Amy Adams e Philip Seymour Hoffman em "Jogos do Poder". O Oscar não tardou e foi brindado com "A Rede Social". Ainda se equilibrando entre cinema e televisão, agora ele se aventura pela direção em "Molly's Game", exibido no Festival de Toronto com ovações para Jessica Chastain. Com toda a certeza Sorkin não ia deixar a história ser contada por outro a não ser ele. Adaptando o livro de Molly Bloom ele traz a verdadeira história de uma ex-esquiadora olímpica que foi responsável por um dos maiores e mais exclusivos cassinos de poker do mundo, tornando-se um alvo do FBI. Seus jogadores incluíam estrelas de cinema, grandes empresários e sem o conhecimento dela, a máfia russa. O Variety já trata positivamente o trabalho do diretor: "Para um escritor acusado de misoginia no passado, "Molly's Game" oferece grandes momentos femininos na tela - um assunto denso, dinâmico e compulsivamente divertido, cujo papel central faz um uso impressionante do talento estratosférico de Chastain." Com um elenco repleto de estrelas como Idris Elba, Kevin Costner e Michael Cera e capitaneado por Jessica Chastain, personagem título, o filme é um deleite para quem busca personagens fortes e excelente atuação. "Molly's Game" é o filme de Chastain, ela demonstra mais uma vez tudo o que vimos desde "A Hora Mais Escura" e "O Ano Mais Violento". Não importa o quão poderosos são os atores ao seu redor, Chastain é perfeitamente capaz de estar no controle - e isso não deve ser levado levemente em uma indústria que fornece um déficit alarmante de protagonistas femininas empoderadas. Ela domina o filme.", conforme salienta Peter Debruge, do Variety. Toddy McCarthy, do The Hollywood Reporter comenta sobre as escolhas de Sorkin: "Embora haja muitas cenas de jogos de azar, ele não tenta construir um suspense de cassinos em particular, não está tentando competir com clássicos de jogo como "A Baía dos Anjos", "A Mesa do Diabo", "Jogando com a Sorte" e "Cassino". O foco permanece resolutamente em Molly, e uma questão que surge é que com todas as suas idéias sobre os jogos que se desenrolam sob seu olhar atento, não está claro para o espectador como ela pode seguir e transmitir informações tão completas sobre as mãos e as estratégias dos homens (e todos eles são homens) ao redor da mesa." "Molly's Game" pode não ser o filme mais profundo já feito, mas está bem afinado. Segundo David Eldestein, da Vulture, "a representação de Sorkin da nobreza de Molly Bloom me parece sentimental e talvez um tanto suspeita. Mas você sabe o que? Eu escolho comprá-la. O que Bloom em suas memórias e Sorkin (fenomenalmente) sugere na tela é para todos os tipos de razões pessoais. Uma pessoa pode encontrar-se a si mesma em um negócio feio e bagunçado, mas manter um núcleo de decência." O longa deve ser considerado no Oscar 2018 em categorias como Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, categorias de atuação coadjuvantes e em Melhor Atriz, tendo Chastain grandes chances de vitória. Juliana Leão - Equipe CETI!
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