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Enquanto o Festival de Veneza continua nos mostrando alguns dos principais filmes dessa temporada de premiações, ontem foi a abertura de outro dos festivais de cinema de maior relevância mundial e que também vai nos trazer um parâmetro do que esperar para o Oscar 2016. Então, sejam bem-vindos ao Festival de Toronto! O filme de abertura foi “Demolition”, de Jean Marc-Vallée, e a maior expectativa a respeito do longa vinha pelo seu protagonista Jake Gylenhaal, que é considerado um dos atores mais promissores dos últimos anos. E, analisando os últimos trabalhos do diretor, “Livre” (indicação ao Oscar para Resse Whiterspoon e Laura Dern) e “Clube de compra Dallas” (que deu o Oscar para Jared Leto e Matthew McConaughey), o nome de Jake já parecia figurar entre as maiores apostas do Oscar 2016 e Naomi Watts, Chris Cooper e o garoto Judah Lewis estavam cotados também para atores coadjuvantes. Mas a estreia do filme em circuito comercial acabou sendo adiada para abril, então a não ser que resolvam adiantar para esse ano, “Demolition” só poderá ser elegível para o Oscar 2017. Em “Demolition”, Jake interpreta Davis, um bem sucedido banqueiro de investimentos que, poucos minutos após ficar viúvo, se irrita com uma máquina de doces por não conseguir comprar um M&M’s. Davis escreve reclamações que chegam as mãos de Karen (Naomi Watts), que acaba estabelecendo um laço afetivo com ele, que começa a cada vez mais a dizer como se sente. Aos poucos, Davis avalia a natureza de seus sentimentos, sua própria existência e começa a demolir - literalmente - algumas de suas certezas. Confira algumas das principais críticas: Peter Debruge, do Variety, enfatiza que dependendo desse primeiro dia, a data de estreia da produção muito provavelmente será mudada para conseguir competir nas premiações desse ano e elogia muito Jake Gylenhaal: “Considerando o quão longe o ator dedicado irá para transformar-se em alguém novo, seja engordando (como em "Jarhead" e "Noucate") ou emagrecendo (como em “O Abutre") como o papel exige, é duplamente impressionante vê-lo construir um personagem sem a muleta de uma reinvenção física total - o que significa dizer, que ele pode mostrar-se como os fãs Jake Gyllenhaal conhecem e amam, e ainda assim desaparecer completamente atrás da sua própria fachada”. Peter ainda salienta várias vezes o quanto esse é o melhor trabalho de Jake desde “Brokeback Mountain”. Jordan Mintzer, do The Hollywood Reporter: “Gyllenhaal mais uma vez entrega um desempenho grandioso, apoiado por uma - um pouco subutilizada - Naomi Watts, e o também ótimo Chris Cooper, o filme poderá encontrar lugar entre aqueles que desfrutam o lado mais peculiar de Hollywood em obras que vão desde “Embriagado de Amor” para “O Lado Bom da Vida”. Muitos elogios também sobraram para Judah Lewis: “Chris (Lewis) - um garoto cuja atitude rebelde faz dele o companheiro perfeito para Davis (Jake), e eles acabam formando uma amizade sobre duas das cenas mais bizarras e autênticas de ligação na memória recente: uma envolvendo uma discussão franca sobre a homossexualidade, a outra envolvendo munições e um colete a prova de balas. Este é o primeiro filme de Lewis fora de um filme de TV, mas ele é ótimo como um adolescente que é ao mesmo tempo arrogante e totalmente vulnerável. Como Davis, Chris é um personagem altamente falho, e é isso que o torna tão cativante, mesmo que, em última análise Vallee tenta demais fazer com que a gente se sinta mal por ele. Ele é melhor quando está apenas sendo um badass, e o mesmo vale para Davis e todo o filme”. Benjamin Lee, do The Guardian, deu 2 estrelas em 5 e é a crítica mais dura a respeito do filme: “Um dos principais problemas com o enredo é a pura implausibilidade de tudo. É praticamente impossível comprar a cadeia de eventos que junta os dois atores, que não encontram química alguma, o que suga toda a energia de direção ágil de Vallée (...). O filme é tão desesperado para alcançar algum nível de profundidade que ele se perde descontroladamente no processo. Seu vazio notável e narrativa confusa, dá a sensação de um remake de um filme estrangeiro que perdeu todo o significado na tradução”. Kate Erbland, do Indiewire, elogia os atores, mas crítica o desenvolvimento do filme: “Estrelado por Jake Gyllenhaal, como um homem em estado de choque, "Demolition" emprega muitas das mesmas técnicas que fizeram "Livre" tão marcante (e tão especiais), o lado mal-humorado do Vallee e a edição inteligente, juntamente com uma capacidade de extrair impressionante performance de alguns de seus atores fazem desse um trabalho vistoso. Mas enquanto "Livre" construiu sua moeda emocional a uma satisfatória - e relativamente pequena - conclusão, "Demolition" gasta a sua boa vontade no início, eventualmente, dando voltas sentimentais baratas e um ato final problemático”. Mesmo assim, Kate elogia Gyllenhaal: “Jake mais uma vez nos entrega outro desempenho maravilhoso e cheio de nuances”. “Demolition” parece ter dividido as críticas quanto a sua construção, mas se for para falarmos de Jake Gyllenhaal, não temos dúvida alguma quanto a esse ser um novo trabalho brilhante de sua carreira. Por hora devemos aguardar a decisão da Fox Searchlight Pictures de adiantar ou não a estreia do longa, para sabermos se o ator vai entrar na corrida ao Oscar 2016. O festival de Toronto vai seguir nos próximos dias, não deixe de acompanhar com a gente as principais estreias! Danilo Teixeira - equipe CETI!
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