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Giovanna Pini - Colaboradora do CETI Apesar de misturar inúmeras informações ao longo de seu desenvolvimento, “London Fields” ainda teve uma ponta de esperança em elogios para seu visual e os temas abordados em suas entrelinhas, ressaltados pela análise do Indiewire: “Com algumas grandes linhas de diálogo, e algo de um tom autodepreciativo, "London Fields" pode não ser tão desastroso como ele imediatamente se sente ao ser. Construído sob noções interessantes sobre a realidade, criação e natureza da morte. E graças à sua estética, é, pelo menos, uma catástrofe muito bonita”. Para a criação da produção, Cullen contou com o diretor de fotografia Guillermo Navarro (Labirinto do Fauno) e Jeremy Reeds. Com tantos comentários negativos, quase todos caindo sobre o trabalho do diretor Mathew Cullen, até parece que “London Fields” não deveria ter acontecido. Nesta sexta-feira a organização do TIFF o tirou das sessões abertas ao público porque Cullen entrou na justiça, nessa semana, contra o produtor Christopher Hanley e seus associados, os quais, nas palavras do diretor, criaram secretamente uma sequência de cortes não aprovada por ele e inseriram cenas violentas com conotações ao ataque de 11 de setembro. Os produtores disseram que ele teve a chance de entregar suas próprias versões, mas ele perdeu o prazo, portanto o material assistido pelos críticos tem chances de ter sido prejudicado por problemas internos da produção, justamente por isso o TIFF não o exibirá neste final de semana. De qualquer forma, “London Fields” pode se considerar fora de qualquer premiação, quem sabe até dos cinemas, como a própria Variety esclareceu em sua crítica: “Apesar da fotografia exuberante e um elenco atraente o suficiente para atrair distribuidores curiosos, essa bagunça ilegítima corre o risco de sofrer o mesmo destino no box office que cai sobre sua heroína em uma rua sem saída, mas Cullen realmente merece crédito por ter chegado tão longe - às vezes você deve tentar adaptar um livro aparentemente inadaptável apenas para aprender como verdadeiramente é inadaptável”. “London Fields” não tem data de estreia prevista. Cercado de polêmicas judiciais e críticas negativas, o diretor Matthew Cullen fez sua estreia no mundo dos longas-metragens e no TIFF com o filme “London Fields”. Cullen, que já foi premiado pelos clipes das bandas Black Eyed Peas e Weezer, não agradou aos especialistas no Festival de Toronto por uma produção completamente indecisa.
“London Fields” é uma adaptação da obra literária de Martin Amis sobre um autor que encontra em Nicola, uma femme fatale, a inspiração para seu último livro. Nicola é uma jovem londrina cuja morte já foi prevista de acontecer por um assassino sem rosto, sua descoberta é analisada ao longo do romance. A história criada por Martin Amis é cheia de pormenores e mistérios, os quais, segundo a crítica, levam o leitor a refletir sobre seus possíveis desfechos. Mas o que representa um mérito para o livro, se torna uma ruína nas telas quando feito ao pé da letra, como complementa o site The Guardian: “Romanesco, rico e muito bobo, London Fields – como a tomada de Ben Wheatley em High Rise - é uma adaptação há muito esperada de um livro popular e melancolicamente profético, que parece desnecessário. O cronograma o derrubou e o tom escorregadio do romance é intimidado por Cullen em um filme que se instala em montagens: de testes nucleares, cavaleiros da Guerra das Rosas e transmissões esportivas trash”. “London Fields” ressaltou problemas tanto na adaptação, quanto na direção confusa e na atuação vazia de um elenco que prometia render para a bilheteria, como escreve o THR: “Assim, de forma abrangente é que o filme não consegue representar as maravilhas literárias labirínticas do livro de Amis, que dificilmente parece valer a pena detalhar suas deficiências. O que deve ser observado, no entanto, são dois deméritos pertinentes e alheios a fidelidade romanesca. A primeira questão é que o filme é fisicamente feio, começando com os efeitos especiais medíocres destinadas a juntar-se com footage para evocar um mundo em avançado estado de deterioração e aliando-se ao design de produção sujo que faz com que até mesmo as configurações chiques pareçam pouco convidativas. A segunda verdade é que os artistas mal servem uns aos outros”. Dando vida aos personagens estão os atores Jim Sturgess, Theo James, Billy Bob Thornton e Amber Heard, além da participação especial de Johnny Depp.
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