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O Festival de Veneza começou com tudo! "Ferrari" e "El Conde" nos mostraram que são sim nomes para o Oscar 2024. Agora é a hora de darmos uma olhadinha numa estreia grandiosa de Telluride.
Talvez o nome mais aguardado por lá seja "Saltburn", a volta de Emerald Fennell depois de vencer o Oscar com "Bela Vingança". Aliás, esse é apenas o segundo filme dela. E já sabemos a importância de um segundo filme para consolidar a carreira de sucesso e mostrar que o trabalho anterior não foi apenas sorte de principiante. "Saltburn" tem um grande elenco com indicados ao Oscar: Carey Mulligan, Richard E. Grant, Rosamund Pike, e é protagonizado por Barry Keoghan, recém indicado por "Os Banshees de Inisherin", como um estudante da Universidade de Oxford que se apaixona por seu carismático colega de classe, interpretado por Jacob Elordi. Aliás, é no elenco que o filme encontra parte de sua força. Barry Keoghan foi muito elogiado pela crítica, assim como os coadjuvantes Richard E. Grant e Rosamund Pike. Mas pelo filme ter um tom mais de comédia, vamos ver como vai ser a temporada deles. Emerald buscou aqui elevar o seu nome na direção. O filme é estiloso, ousado, tem força e momentos inesperados. É um filme que com certeza vai fazer barulho por aí. Mas, pelas primeiras críticas, "Saltburn" não parece ter nada de novo para dizer. O roteiro de Emerald não brilha aqui com a mesma ousadia e originalidade de "Bela Vingança". Na verdade, o filme foi muito comparado como uma imitação de "Talentoso Ripley". Com "Bela Vingança", Emerald chegou ao Oscar com um ótimo roteiro e uma grande atuação de Carey Mulligan. "Saltburn" tem boas atuações, e Barry Keoghan já é querido pela Academia... Mas, pelas críticas ao roteiro, agora fica uma dúvida na força do filme. Uma imitação cruel do ‘Talentoso Ripley’. Grande em estilo, mas magro em substância. A estreia de Fennell prometia uma voz e um estilo originais e destemidos. “Saltburn” certamente tem atitude, mas nada de novo a dizer. Fennell é adepta do pastiche e pelo menos busca fontes que valem a pena. Mas este é um filme que é totalmente inteligente, sem nada perspicaz a dizer. Mesmo assim, Saltburn é uma coisa interessante, um thriller de vingança que muitas vezes é extremamente engraçado e extremamente divertido. O filme está no seu melhor quando Pike e Grant fazem piadas e reafirmações divertidas e surdas sobre o privilégio obsceno de seus personagens. Saltburn é divertido de uma forma atrevida que chama a atenção pelas suas provocações. Mas não há muito lá para ver. Têm uma força vital inegável, apesar de sua personalidade dividida. No papel principal, Keoghan mostra uma excelente variedade, desde uma criança desconectada e sem cuidados suficientes até um cérebro engenhoso que, com um pouco de sorte, poderia ir muito longe na vida. Fennell aperta botões em “Saltburn” com uma confiança audaciosa que deve ser comemorada. Há momentos tão inesperados que até Lars Von Trier pode corar. As escolhas de Fennell são ousadas. Mas, minha palavra, elas funcionam no contexto e culminam em uma conclusão verdadeiramente operística que você não esperava. Barry Keoghan é brilhante neste filme ousado, embora imperfeito. Você precisará de um senso de humor específico para entrar no comprimento de onda de “Saltburn”, que exige que o espectador ria dos absurdos hilariantes.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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