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Enquanto o Festival de Veneza segue ao longo da semana e teremos muitas novidades até o final, chegou a hora de falarmos também sobre o Festival de Telluride.
Telluride vem ganhando cada vez mais projeção internacional porque em toda temporada sempre temos uma ou duas estreias que acabam sendo feitas por lá. Nesse ano, quem levou seu filme para o festival foi ninguém menos que Sam Mendes. Sam Mendes chega na temporada com "Empire of Light". Lembrando que seu último filme foi "1917", indicado a 10 Oscar e vencedor de 3 estatuetas. Dessa vez, Sam trabalha com Olivia Colman em um filme que ele próprio chama como sua declaração de amor ao cinema. Ambientado em uma cidade costeira no Reino Unido durante os anos 1980, o filme é descrito como uma história poderosa e marcante sobre conexão humana, envolvendo conflitos raciais e parte do sentimento nostálgico e de memória pessoal que o diretor tem com as salas de cinema. Mendes claramente resolveu fazer algo menor, talvez precisasse depois de trabalhar com dois "007" e um épico de guerra gravado para parecer um plano sequência. Mas, o fato, é que parte da crítica não reagiu tão bem ao trabalho do diretor. Mesmo sendo técnicamente muito bom, Mendes parece escorregar em alguns erros de primeiro roteiro (lembrando que esse é o primeiro filme que ele dirige a partir de um roteiro em que escreveu totalmente do zero). Mas, por outro lado, o destaque total foi para Olivia Colman. Absolutamente todas as críticas enaltecem mais um grande trabalho da atriz, que deve entrar com tudo em mais uma temporada de prêmios!! E provavelmente, Olivia Colman deve puxar o filme todo com ela, já que as premiações no geral costumam adorar filmes que falem sobre o cinema. Olivia Colman é incandescente na ode tocante de Sam Mendes aos cinemas! Trabalhando novamente com seu diretor de fotografia Roger Deakins, vencedor do Oscar de 1917, o visual e o estilo do filme são lindos, o Empire filmado com o carinho e a genialidade de um mestre. Um grande salve para o designer de produção Mark Tildesley, que pegou um teatro há muito abandonado em Margate, na costa sul de Kent, e o trouxe de volta aos seus dias de glória, cheio de pôsteres e pipoca. A trilha é esplêndida e vem dos dois ganhadores do Oscar Trent Reznor e Atticus Ross. Quando Olivia Colman já foi ruim em alguma coisa? Pense nisso por um momento. Você consegue se lembrar de alguma performance dela em que você reagiu com um “Eh, ela estava bem”? A resposta é que você tem que fazer algumas escavações sérias para encontrar uma falha (nós tentamos). Colman é simplesmente um dos grandes atores de cinema e televisão do nosso tempo. Portanto, não é surpresa que ela esteja novamente soberba no novo drama de Sam Mendes. Olivia Colman brilha no drama romântico de Sam Mendes! Apesar de ser ambientado no início dos anos 1980, o disperso e moribundo “Empire of Light” de Sam Mendes é um filme nascido de dois acertos simultâneos, mas desiguais, que eclodiram no verão de 2020: o movimento Black Lives Matter e a ameaça existencial ao futuro dos cinemas. Olhando para esses fenômenos através das lentes de sua adolescência na Inglaterra – uma época em que o racismo e o cinema estavam prosperando na cultura popular – Mendes se esforça para contar uma pequena história triste, mas pungente (...) É maravilhoso que Mendes tenha passado a pandemia fazendo um filme sobre a vitalidade insubstituível das salas de cinema – chegando a pintá-las como uma das últimas cordas do que resta do nosso tecido social. Teria sido ainda melhor se ele passasse a pandemia fazendo um filme que valesse a pena ver em um. Faça um favor a si mesmo e veja a ode de Sam Mendes aos filmes na tela grande!
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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