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Estamos talvez em um dos momentos mais importantes dos festivais. Telluride apresenta "King Richard", que desde as primeiras fotos já se fala que é o filme que dará o Oscar para Will Smith.
Dirigido por Reinaldo Marcus Green, o longa fala Richard Williams, o pai das irmãs Serena e Venus Williams, multi campeãs e dois dos maiores nomes da história do tênis. Richard as treinava com determinação e foco inquebráveis. Will Smith tem duas indicações ao Oscar de Melhor Ator: em 2002 por "Ali" e em 2007 por "À Procura da Felicidade". Ele chegou perto em 2015 com "Um Homem Entre Gigantes", onde foi considerado um esnobado daquele ano. O fato é que se olharmos para trás, são nesses papeis dramáticos e biográficos que Will Smith entrega seu melhor e chama atenção das premiações. E com "King Richard" não foi diferente. Sabemos que ainda é cedo e que muita coisa ainda vai acontecer. Mas a estreia com a crítica foi muito boa, além de que o público deve abraçar e tornar o filme muito popular! Will Smith entregou seu melhor, desaparecendo dentro do personagem e isso sempre é admirável. Acho que realmente podemos arriscar dizer que o Oscar 2022 acabou de confirmar seu primeiro candidato a Melhor Ator. Uma história digna de ser contada, com um Will Smith grisalho e irreconhecível! Will Smith é uma das maiores estrelas de cinema dos últimos 30 anos, uma das razões pelas quais ele nunca foi particularmente bom em interpretar pessoas normais. Parece que Smith não consegue parar de desviar para uma espécie de tristeza, como se a única alternativa que ele pode imaginar para estar no topo do mundo é estar no fundo dele. Isso é motivo o suficiente para ficar nervoso com a ideia de Smith interpretar Richard Williams - o pai de Vênus e Serena - em um filme biográfico sobre seus esforços obsessivos para criar as maiores tenistas de todos os tempos. Inicialmente, assistir Smith ir do zero à caricatura completa nas primeiras cenas de parece validar essas preocupações. Então, por que, apesar de uma fala arrastada exagerada de Louisiana e uma postura curvada tão pronunciada que você pode praticamente ver o peso das inseguranças de Williams esmagando sua espinha, o desempenho de Smith logo parece que está certo? A resposta é simples: Richard Williams não é um homem normal. O diretor Reinaldo Marcus Green, cujo primeiro longa, ganhou o Prêmio Especial do Júri de estreia no Sundance 2018, segue firme no tom, deslizando suavemente de calorosos interlúdios familiares a cenas tensas de confrontos na cidade natal, disputas profissionais e ação de tênis. Para ter certeza e ficar claro, este é o show de Smith do início ao fim, mas os níveis são altos o tempo todo. Smith transforma sua aparência, postura e fala para imitar os de "King Richard", e tem várias cenas e monólogos de parar o espetáculo. Eu não acho que ele já teve um papel mais amigável ao Oscar - ou que tenha sido melhor. Pode muito bem ser a hora dele. É difícil imaginar muitas performances melhores nesta temporada. Obviamente, é difícil para um ator tão conhecido como Will Smith escapar de sua personalidade pública na tela. É esse carisma inerente que o tornou uma das maiores estrelas de cinema do mundo. Mas, ao contrário de sua vez como Muhammad Ali em "Ali", de Michael Mann, esta é uma atuação em que ele quase se perde completamente. O fato de você simplesmente esquecer que Smith está interpretando Richard é uma realização notável, considerando as 2 horas e 18 minutos de duração do filme.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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