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O sexto dia de Cannes tem estreia de diretor brasileiro:
"Firebrand", do brasileiro Karim Ainouz, chega com Alicia Vikander e Jude Law no elenco; e "Anatomy of a Fall" é uma grande estreia de Justine Trier, que deixa mais acirrada a disputa pela Palma de Ouro, e coloca Sandra Huller como favorita a Melhor Atriz! "FIREBRAND"
O diretor brasileiro Karim Ainouz vem em Cannes desde 2002, onde estreou com "Madame Satã". Em 2019 ele recebeu seu primeiro prêmio do festival ao vencer a Un Certain Regard com "A Vida Invisível", que mais tarde se tornaria a escolha do Brasil para o Oscar.
Seu próximo trabalho é também a sua estreia nos cinemas em língua inglesa. Trata-se de "Firebrand", baseado no romance histórico best-seller de Elizabeth Fremantle, o filme é um “thriller psicológico” que explora como Katherine Parr, a última das seis esposas de Henry, suportou sua união com o monstruoso monarca, famoso por decapitar as suas esposas. A direção de arte, bem como os figurinos e a fotografia do filme foram extremamente elogiados, o que pode dar um bom empurrão para aparecer no Oscar. Mas, o filme teve críticas realmente medianas. A direção de Karim não tão segura e o filme se perde, principalmente não dando toda a força que a personagem principal de Alicia Vikander merecia ter. Os maiores elogios foram para Jude Law, que parece roubar a cena como ator coadjuvante, fazendo um rei realmente perturbador. A misoginia do rei doente é perturbadora, mas Alicia Vikander é subutilizada como sua última esposa. Este filme recebe uma carga de tensão toda vez que Law aparece em toda a sua elegância: rugindo, sorrindo, estremecendo, ansiando e pedindo para ser amado. Mas, francamente, Aïnouz não dirigiu Vikander de maneira muito interessante e permite que ela seja ofuscada. O filme não sabe o que fazer com sua própria heroína. O horrivelmente bom Henrique VIII de Jude Law é um Weinstein da família real! Um drama lento que falha em tentar gerar muito calor. Alicia Vikander é meticulosamente contida como Katherine Parr, que se envolve em uma sutil batalha de vontades com seu temperamental marido, interpretado por um divertido e odioso Jude Law. A estréia em inglês do diretor brasileiro Karim Ainouz tem um visual suntuoso e uma sensação de tensão crescente quando Parr reconhece o chão mudando sob seus pés. Mas a abordagem sombria tende a ser um pouco estudada demais, falhando em capturar o drama de uma rainha que ousou desafiar seu marido. Por melhor que Vikander seja no papel, essa rainha permanece um pouco opaca, sua vida interior nunca é colocada em foco. Katherine pode ter sobrevivido, mas ela ainda não é totalmente conhecida. O drama de época de Karim Aïnouz joga fora os livros de história. O figurino impecável e preciso do período vem em ricos tons de joias, e os atores são banhados por uma suave luz dourada em seus quartos escuros com painéis de madeira. Não culpo Aïnouz por se demorar muito em tais cenas. O filme é o melhor quando nos permite admirar quanto trabalho foi colocado no adorável figurino e design de produção. Mas, com uma história complicada e personagens confusos, Firebrand de Aïnouz é uma decepção de se ver, não importa o quão requintado o filme pareça. A continuação ligeiramente decepcionante de Karim Aïnouz para "A Vida Invisível" é reforçada por uma atuação muito boa de Jude Law como o rei inglês assassino. "ANATOMY OF A FALL"
Justine Triet esteve em Cannes em 2019 com "Sibyl", uma estreia discreta que passou por alguns festivais depois.
Agora ela está de volta com "Anatomy of a Fall". No filme, um homem é encontrado morto na neve do lado de fora do chalé isolado onde morava com sua esposa, uma escritora alemã, e seu filho de 11 anos com deficiência visual. A investigação conclui se tratar de uma "morte suspeita", e a única testemunha é a criança cega. O filme fez uma estreia muito boa, e já se fala que Sandra Huller é a favorita para o prêmio de Melhor Atriz em Cannes. Importante lembrar que ela já havia sido mencionada pelo seu trabalho em "The Zone of Interest", ou seja, esse Festival de Cannes é todo da Sandra Huller! De qualquer forma, o filme deixa mais acirrada a disputa pela Palma de Ouro! Sandra Hüller brilha no mistério de assassinato ferozmente inteligente de Justine Triet! (...) Um sucesso cerebral que pode finalmente trazer o prêmio de Melhor Atriz que sua estrela, Sandra Hüller, teve cruelmente negado em 2016, quando o sucesso do festival de Maren Ade, "Toni Erdmann", perdeu em todas as categorias. Eu não tinha confiança sobre o trabalho de Justine Triet no passado, mas seu filme em competição deste ano em Cannes, com seu título ambíguo e desfecho ambíguo, é muito intrigante. Completando seu impressionante hat-trick, a estrela de “Toni Erdmann” e “The Zone of Interest” Sandra Hüller deslumbra em um papel claramente escrito para ela! Um filme extraordinariamente maduro em todas as suas camadas! Apresentando uma performance central convincente de Sandra Hüller, Anatomy of a Fall demora um pouco para se envolver, mas se transforma em um drama tortuoso e instigante.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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