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Chegamos no último dia de Cannes com duas diretoras que estream em competição e deixam a Palma de Ouro ainda mais incerta!
"MOTHER AND SON"
Em 2017, Leónor Serraille estreava em Cannes com "Jovem Mulher" e recebia o prêmio Golden Camera, de melhor direção estreante.
Agora ela chega em Cannes com seu segundo filme, "Mother and Son", que se passa no final dos anos 1980, quando Rose se muda da Costa do Marfim para Paris com seus dois filhos pequenos. Abrangendo 20 anos desde sua chegada à França até os dias atuais, o filme é a comovente crônica da construção e desconstrução de uma família. Com a interessante tarefa de fechar a competição de Cannes, Leónor mostra que sabe contar histórias comoventes e familiares. Não é nada tão grandioso ou habilmente dirigido, mas é um filme que coloca a diretora como um dos grandes novos nomes do cinema francês. E, com atuações realmente boas, o filme talvez acabe sendo lembrado pelo júri. Um comovente drama em uma história de amadurecimento! O filme de Léonor Serraille, contém traços emocionantes, mas luta para causar um impacto emocional duradouro, e sucumbe a alguns clichês irritantes. A escritora e diretora, Leonor Serraille, é uma jovem branca educada na Sorbonne; ela volta a Cannes em competição depois de vencer a Camera de Ouro em 2017. No entanto, o filme tem a sensação de autobiografia, repleta de memórias. Tudo aqui claramente soava importante para Serraille também. Um drama despretensiosamente ambicioso, mas poeticamente contado. Léonor Serraille fecha a competição de Cannes com uma história familiar cujo toque é mais sensível do que bem dirigido. "SHOWING UP"
Depois de conquistar o mundo (principalmente do cinema independente) com "First Cow", a próxima estreia de Kelly Reichardt é acompanhada com muita expectativa. Principalmente por trazer Michelle Williams como protagonista, uma atriz que muita gente defende que já deveria ter vencido um Oscar.
Aliás, Kelly e Michelle são uma dupla muito interessante do cinema independente, com 3 colaborações muito bem sucedidas e premiadas. Curiosamente, e um pouco estranho, essa é a primeira vez que Kelly participa de Cannes em competição. O filme fala sobre Lizzy, uma escultora se preparando para abrir uma nova exposição que deve equilibrar sua vida criativa com os dramas diários de familiares e amigos. Distante de "First Cow", o filme encontra força em Michelle Williams. Todas as críticas giram em torno da sua forma de atuar, que pode parecer tão pequena para esse filme, mas que encontra toda a força exatamente por isso. "Showing Up" pode se tornar aquele filme independente pequeno que acaba surpreendendo a gente na temporada. Uma linda reflexão sobre fazer arte. É um estudo de personagem comovente, pensativo e muitas vezes inesperadamente engraçado. A beleza desse filme é a maneira como ele coloca você no centro desse mundo, sem distância, julgamento ou cinismo. Demonstra mais uma vez que o trabalho de Reichardt com Michelle Williams está entre as colaborações mais gratificantes do cinema independente americano contemporâneo. Michelle Williams é excelente nesse flme divertido, embora insistentemente pessimista. Michelle, que estrelou o melhor filme de Reichardt, o drama de uma jovem irresponsável e seu cachorro “Wendy and Lucy” (2007), é uma atriz mágica – ou talvez, à sua maneira, uma escultora também. Por um longo tempo, ela não “revela” muito, mas isso é bastante intencional, pois ela nos deixa ler tudo o que Lizzy está escondendo. É possível assistir Williams como Lizzy andando pelo apartamento com suas meias e saias desalinhadas e pensar que ela não está fazendo quase nada, pelo menos em termos de desempenho. Os personagens de Reichardt registram mudanças emocionais quase barometricamente, como mudanças na pressão do ar. Lizzy não é muito falante. Mas é aí que Michelle encontra a força da personagem. Kelly faz filmes com personagens e atuações naturalistas, e ninguém melhor do Michelle para reforçar isso. A performance de Williams é tão não forçada e implosiva que pode parecer que andar ou sorrir era tudo o que ela realmente precisava fazer, mas é extremamente difícil fazer a atuação parecer tão fácil!!Na tela em quase todos os quadros do filme, Williams habita Lizzy como se simplesmente deixasse a personagem se mover pela vida como ela fazia antes de conhecê-la e provavelmente sempre fará, empurrando-a através de cada cena como um rolo de fiapos que gradualmente acumula pequenos ressentimentos.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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