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O sexto dia de festival ficou marcado pela presença de Roberto Benigni, vencedor do Oscar de Melhor Ator e Melhor Filme Estrangeiro por "A Vida é Bela". Roberto deu palestras, entrevistas, divertiu o tapete vermelho e participou da exibição do filme "Happy as Lazzaro". Ainda no dia foi exibido o ótimo "Shoplifters", de Hirokazu Koreeda, grande concorrente pela Palma de Ouro. Happy as LazzaroEm 2014, com "As Maravilhas", Alice Rohrwacher recebeu o Grande Prêmio do Júri em Cannes. Agora, quatro anos depois, ela volta ao Festival com as expectativas em alta com o filme "Happy as Lazzaro". O longa é uma leitura livre de uma história bíblica, que fala sobre Lazzaro (Adriano Tardiolo) um garoto pobre e pouco inteligente, mas extremamente bondoso. Ele é explorado pelos familiares, fazendo trabalhos forçados diariamente, além de colaborar com a marquesa, proprietária das terras onde vivem. No entanto, após uma tragédia, Lazzaro retorna à vida no século XXI. Ele não compreende mais a lógica deste mundo, mas pretende reencontrar a sua família e viver como antigamente. O filme se saiu muito bem com a crítica, que enfatizou que o filme italiano deve conseguir bastante espaço nos festivais de arte, principalmente por brincar com a temporalidade: "Rohrwacher criou uma fábula realista-mágica que serve como um mito de origem para uma Itália moderna submetida à corrupção e ao declínio. Tal como aconteceu com seu filme anterior, este é filmado em Super 16mm, emprestando ao filme um tom sépia granulado que inicialmente evoca calor e nostalgia, mas também nos remete a coisas como decadência" - escreveu o The Guardian, que entregou 4 estrelas em 5. O THR elogiou a parte artística, mas achou que a metade final deixou a desejar: "O filme se arrisca muito porque é lindamente feito - novamente filmado em 16mm pela francesa DP Helene Louvart - e bem-interpretado, e o público com certeza perdoará não entender cada uma das coisas, ou apenas aceitará como uma parábola ou uma alegoria. Mas parece que a segunda parte precisava de mais alguns rascunhos antes que estivesse pronto para entrar em produção." A Variety também enalteceu o longa: "A narrativa folclórica, o realismo mágico que percorre o tempo e o drama social inspirado por fatos fundem-se na história de uma inocente vida rural, desafiando as certezas para testemunhar duas eras separadas de exploração social e econômica. O resultado é um pouco lento, mas fascinante e recompensa a paciência dos espectadores com humor e graça incomum, selando o status de Rohrwacher como uma major europeu verdadeiramente distinta". O longa deve trilhar um bom caminho em festivais e Rohrwacher outra vez se torna um nome interessante para receber algum prêmio em Cannes. Mas para ser o represente da Itália no Oscar, provavelmente o filme é aberto demais. ShopliftersEspecialista em longas centrados em tramas familiares, o diretor japonês Hirokazu Koreeda regressa a Cannes em sua quinta participação na seleção oficial do festival. Ele já ganhou o Prêmio do Júri em 2004 pelo filme "Pais e Filhos", e agora exibe o drama "Shoplifters" com muito sucesso, creditado como um retorno maduro e doloroso aos seus dramas socialmente conscientes. Um dos primeiros pontos a chamar a atenção está no roteiro, que engana de maneira positiva, uma vez que no início ele te leva a ter uma expectativa sobre o filme e no decorrer se mostra ainda mais profundo. "No início, parece estar se preparando para ser uma fábula agridoce, uma atualização japonesa contemporânea de "A Felicidade Não Se Compra", mas à medida que as camadas da história sobre uma família alternativa vivendo um estado de espírito peculiar vão sendo removidas, somos confrontados com uma crítica de aço. Um filme sobre os fracassos da sociedade (e da humanidade)", destaca Lee Marshall, do Screemdaily. Cannes realmente está rendida ao trabalho de Koreeda, uma vez que Maggie Lee, da Variety, também faz coro: "Em "Shoplifters" ele continua seu exame contínuo do que constitui uma família e se ela ainda pode fornecer coesão à sociedade que está rapidamente se transformando. Ao mesmo tempo o filme é charmoso e comovente, primorosamente executado e vai roubar os corações do público de arte e do mainstream." A história tem um ponto de partida aparentemente bem simples que diz sobre uma família de criminosos de pequeno porte que adota uma criança que encontra na rua, porém o suficiente para fazer refletir e suspirar. Tudo no filme chama atenção pela delicadeza e sinceridade, desde o roteiro, como já falado, passando pelas interpretações, a direção, a fotografia, o som... cada momento, detalhe, olhar e sorriso é para ser apreciado. Para se ter um exemplo, Peter Bradshaw, do The Guardian, seleciona uma cena para comentar a singeleza que este filme tem: "É curiosamente sedutor quando Osamu e Noboyu fazem sexo pela primeira vez depois de muito tempo. Ao final eles se recostam languidamente em seu minúsculo apartamento completamente nus, parecendo estarem entre 10 e 20 anos mais jovens: você pode imaginá-los como um jovem casal. Isso é incrível". "Shoplifters" deixou em Cannes uma sensação de querer mais e mais participar das vidas daquela estranha família, que perdurasse a experiência de assistir ao longa. Grande trabalho de Hirokazu Koreeda e de seus atores Kirin Kiki, Lily Franky, Sôsuke Ikema, Mayu Matsuoka e Sakura Andô, que vem forte pela Palma de Ouro. Em tela estão refletidas a história de um grupo de pessoas assustadas e feridas, que permanecem juntas sob a bandeira da família e sob o radar da lei, elas procuram fazer o melhor no dia a dia, até perceberem que tem feito o pior das coisas. Fotos do dia 6Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
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