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Se, até agora, a competição pela Palma de Ouro soava meio amena, sem grandes concorrentes, desde o dia 7, com a estreia de ‘Sicario’, a história mudou. Mas, o reinado de Denis Villeneuve durou muito pouco, pois dois filmes em competição despertaram ovação da crítica em Cannes e chamaram a atenção do júri! O diretor Paolo Sorrentino retorna com "Youth" depois de ter ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "A Grande Beleza", que também havia saído com fortes boatos de estatueta depois de ter estreado em Cannes 2013. Assim como o diretor Jia Zhang-Ke, que traz “Mountains may depart”, um dos mais elogiados filmes do evento até o momento. Confira como foi o oitavo dia, abaixo: YouthGiovanna Pini - Colaboradora; Danilo Teixeira - Equipe CETI FOTOS DIA 8O diretor italiano Paolo Sorrentino fez a estreia de seu próximo filme em Cannes, intitulado “Youth”. A produção conta com um grande elenco, incluindo Michael Caine, Harvey Keitel, Jane Fonda, Rachel Weisz e Paul Dano, o qual segundo a crítica mostrou-se em ótima sincronia diante as câmeras. Em “Youth” acompanhamos dois amigos em férias nos Alpes Suíços, um já aposentado da carreira como maestro e outro ainda na ativa como cineasta, que percebem o próximo passo de suas vidas e decidem aproveitá-las juntos. Na coletiva de imprensa durante o Festival de Cannes o longa foi, em sua maioria, questionado a respeito do título contraditório, assim como o direcionamento da carreira do ator Michael Caine, quem teve seu atual personagem comparado ao Alfie, de “Como Conquistar Mulheres” - “Eu adorei este filme de uma forma como não gostei de outro, não interessa para mim ganhar um prêmio ou não, eu adorei este filme e Paolo é um dos melhores diretores. Eu vi este filme outro dia e a causa inteira é incrível”. Entretanto, o diretor Paolo Sorrentino também foi questionado sobre o tema central de “Youth”, que se assemelha à última obra “A Grande Beleza” – “Este é o único assunto que interessa as pessoas, a passagem de tempo, quanto tempo ainda temos, isso me fascina também [...] Tem algo de apaixonante em contar uma coisa muito simples de que o futuro é uma grande questão de liberdade, uma condição, um sentimento natural de ser novo. Este é um filme muito otimista, ele foi desenvolvido para desmistificar nossos medos”. Já o ator Harvey Keitel comentou sobre a união do elenco, “Eu sinto que todos nós sempre estivemos juntos, porque quando você entra em cena, você entra por uma questão pessoal e todos nós tivemos intenções pessoais para trabalhar juntos. Eu tenho certeza que eram similares, eram intenções de usar o tempo do jeito que deve ser usado, eu acho que estávamos unidos mesmo antes de termos nos encontrado”. E o ator Paul Dano completa “Eu acho que estarmos juntos começou com a escrita do Paolo, também para conhecermos o filme que vamos fazer, e acho incrível o sentimento de estarmos juntos no set e nos divertimos um com o outro”. Seguido da atriz Rachel Weisz “É tudo sobre o diretor, é ele quem dá o clima do filme e como ele faz isso é um mistério”. Como Youth retrata um maestro como elemento principal da história, nada mais justo que inserir uma trilha sonora memorável para acompanhá-lo, assim comenta o diretor Paolo Sorrentino sobre a relação do filme com a música “Música e cinema são duas formas de arte, são duas formas que nunca irão desaparecer e são constantemente renovadas e rejuvenescidas”. Sobre o título da produção, o diretor reforça seu ponto de vista e a conexão entre as diferentes fases as quais concluem a vida de uma pessoa, “Quando uma relação com o futuro é também um relação com a juventude, mesmo você envelhecendo, eu acho necessário encontrar títulos que encabecem o filme, por isso Youth”. O diretor Paolo Sorrentino é conhecido por levar diversos prêmios, portanto, desta vez a crítica aposta em algo a mais para ele, como a Palma de Ouro. Youth tem uma eloquência e elegância, embora carregada estranhamente de sentimentalismo e um lamento macho-geriátrico desinteressante sobre o tempo perdido, projetos de filmes perdidos, amor perdido e todas aquelas mulheres bonitas que você nunca dormiu. – The Guardian Pode ser estranho ver um filme sem Sorrentino Toni Servillo, mas Caine e Keitel compreendem o estilo do diretor igualmente bem, e sua parceria é deliciosa de assistir. – Variety Sorrentino é um premiado regular em Cannes e Youth deve ser o filme que finalmente o fará levar para casa a Palme d'Or. O filme acontece como se tivesse sido dividido em uma série de canções, algumas melhores do que outros que se juntam para criar um grande álbum. – Independent Com “Youth” a qualidade técnica e escrita de Sorrentino são mantidas, estabelecendo aí um forte candidato a indicação ao Oscar 2016, e agora como filme americano! - o que aumenta as possibilidades de nomeações em várias categorias. Jia Zhang-Ke é considerado por muitos críticos e cineastas como, possivelmente, “o cineasta em atividade mais importante do mundo”. É com essa alcunha, que o diretor pisou no tapete vermelho de Cannes, apresentando seu novo filme “Mountains may depart”. O filme é divido em três partes, uma ambientada em 1999, outra em 2014 e a última em 2025 – com direito à algumas previsões de como será a China! E mostra a história de um casal e de seu filho, baseado nesse intervalo de tempo. A grande aposta do filme, é o inusitado. Já que trás grandes sacadas, principalmente a respeito da estrutura de vida chinesa. A recepção de Jia está dentre as melhores do ano no festival, e muitas pessoas já diziam, que esse longa tem jeito de Palma de Ouro. Peter Bradshaw, do The Guardian, deu 4 estrelas em 5: “Mountains may depart, de Jia Zhang-ke, é um filme incrivelmente ambicioso, misterioso e podemos observar o modo de trabalho de um cineasta cuja criatividade está evoluindo diante de nossos olhos”. Scott Foundas, do Variety, teceu muitos elogios: “Neste ponto de sua carreira, Jia estabeleceu um patamar tão elevado para si mesmo, que é difícil não manter para cada novo projeto, um padrão talvez impossível de excelência. E mesmo quando ela vacila, "mountains may depart" nunca é menos que uma obra de crescente ambição e humanismo profundamente sentida (...) (Se nós realmente não sabemos para onde estamos indo, o filme parece perguntar, como saberemos quando chegarmos lá?) É também, como a maioria do trabalho de Jia, uma bela peça de artesanato, com o diretor de fotografia, Yu Lik-Wai, não apenas variando o tamanho da imagem, mas a paleta de cores de uma cena para a outra, começando com matrizes intensamente saturadas e trabalhando gradualmente em direção à tons mais negros, azuis e cinzas. Em cada corte, Jia e o editor Matthieu Laclau, pretendem nos dar alguma nova informação sobre os personagens e o mundo que habitam. E o compositor, Yoshihiro Hanno, fornece um piano extremamente adequado”. David Rooney, do THR, elogia também o diretor de fotografia: “O colaborador inestimável e de longa data de Jia, Yu Lik-Wai, mostra impecáveis habilidades de composição. Incorporando técnicas de filmagens da década de 1990, os visuais ecoam a passagem do tempo de maneiras sutis, empregando três formatos diferentes para distinguir os turnos: ‘01:33’ para 1999, ‘1:85 padrão’ para 2014, e widescreen elegante para o futuro . A nitidez surpreendente e o arrojado uso de cores em todo o longa, são um prazer constante”. O filme de Jia está entre os mais fortes concorrentes à Palma de Ouro, e pode ser que essa força continue até ao Oscar 2016, principalmente nas categorias técnicas tão elogiadas. Mountains may depart
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