FOTOS - DIA 4O diretor italiano Nanni Moretti traz o filme “Mia Madre”, uma produção que conta com um elenco talentoso (como John Turturro e Margherita Buy) e brinca com dramas pesados e sátiros. Desde 2001, com o filme “O Quarto do Filho”, Moretti já está marcado por apresentações fortes no festival, mas neste ano ele divide a imprensa internacional, principalmente ao que diz respeito ao roteiro. Em "Mia Madre" vemos uma diretora de cinema passando por crises em suas vidas pessoal e profissional, não tendo condições suficientes de comandar seu novo filme ou lidar com uma mãe enferma. Antes da exibição oficial do filme, Nanni Moretti se reuniu à sua equipe para comentar sobre “Mia Madre” e os níveis sentimentais mostrados ao longo dele, "Durante a escrita e a filmagem do filme, nós trabalhamos muito para tentar misturar vários níveis de realidade - você tem sonhos, você tem memórias, você tem fantasias, e os tempos do filme correspondem às vezes na mente de Margherita onde tudo coexiste". Grandes estreias geram boas expectativas e o diretor ressalta o mérito ao seu filme “Meus filmes sempre têm dois aspectos, têm horas dolorosas e cheias de alegria, é uma estratégia específica com a qual trabalho, é só o jeito como falo sobre vida, pessoas e personalidades”. E ele ainda completa “É obrigação do cinema fazer bons filmes e se possível novos tipos, talvez filmes que não deem a impressão de que você já o viu, isso é o que o cinema deve fazer. Para fazer um bom filme não é preciso privilegiar alguns assuntos [...] qualquer assunto pode dar um bom filme.” Além de um roteiro bem escrito, a atriz Giulia Lazzarini comenta que "Mia Madre" tinha um clima natural durante as gravações “A ligação entre Nanni e Margherita era tão boa que só pude ver aonde o filme chegaria quando o assisti”. E o ator John Turturro confirma a pessoalidade de “Madre Mia” - “Não faço filmes pelo papel ou pelo diretor, eu adorei o roteiro e trabalhar com Nanni e Margherita, escolho papéis que possam agregar algo em minha vida, foi um desafio e animador, este filme me elevou em várias maneiras, mas me senti livre ao mesmo tempo. Foi uma experiência completa, e boa”. A forma como o diretor Nanni Moretti brincou com seu roteiro parece ter dividido as críticas dos especialistas. "Moretti desvia [o filme] em subtramas, plantando uma ideia sem desenvolvê-lo ainda mais, tornando-se uma obra mal construída que é, por vezes, incoerente. – Collider "E o toque de Moretti é tão hábil que tudo vem muito bem junto, transformando seu filme leve, mas, profundamente, uma comovente ode à família e criatividade. – The Wrap "Mia Madre" é quente, espirituoso e sedutor: o seu melhor filme desde O Quarto do Filho, retornando-o para os temas de cinema, vida, laços familiares e culpa família. – The Guardian O comentário de Moretti sobre “Mia Madre” possivelmente explica o porquê de ele ter recebido opiniões tão adversas, já que ele condiciona o pensamento do espectador a partir das experiências vividas por ele fora da sala de cinema. "Nada que um dia após o outro", a frase pode se aplicar facilmente para o Festival de Cannes, mas talvez nem todo mundo entre no espírito. Com duas estreias de filmes em Competição: "Mi Madre" e "The Sea of Threes"; o Festival teve os seus holofotes e atenção direcionada para Gus Van Sant, vencedor passado da Palma de Ouro. Contudo, os ansiosos pela nova produção com Matthew McConaughey se mostraram extremamente decepcionados. Confira como foi o quarto dia, abaixo: Mi MadreSe o festival de Cannes de 2003 pudesse ser resumido em apenas um nome, sem dúvida alguma, seria Gus Van Sant. Naquele ano “Elephant” foi arrebatador. Conquistou os jurados e a imprensa e garantiu o prêmio de melhor diretor e a Palma de Ouro. Nesse ano o diretor está de volta, e ainda com a companhia de Matthew McConaughey como ator principal de seu novo longa “The Sea of Trees”. Antes do festival começar, esse era um dos filmes que carregava a maior expectativa, por trazer uma trama delicada e interessante, e pelo próprio diretor, que tem um histórico impar de filmes. Em “The Sea of Trees” – que ainda conta com Naomi Watts, Ken Watanabe e Katie Aselton – Matthew faz o papel de um americano que viaja até a floresta de Aokigahara no Japão (conhecida pelo alto número de suicídios) para se matar. Mas ao chegar no local, ele conhece outro homem que também estava com o mesmo plano e, juntos, embarcam numa jornada de reflexão e sobrevivência, mata a dentro. Mas, infelizmente, Gus Van Sant pode ter protagonizado a maior decepção (até o momento) em competição do festival de Cannes desse ano, ao ter o seu longa vaiado após a exibição. Peter Bradshaw, do The Guardian, deu uma estrela em cinco: “Gus Van Sant retorna à competição de Cannes, e retorna - horrivelmente - para um dos médios e chatos filmes comerciais - em que ele é capaz de mudar tão facilmente. Ele parece ter abandonado permanentemente o estilo mais desafiador e rigoroso de filmes como o vencedor da Palma de Ouro “Elephant”, “Last Days” ou até mesmo o poeticamente misterioso “Gerry”, sobre dois rapazes perdidos no deserto”. Todd McCarthy, do THR, criticou o roteiro, a direção e sobrou um pouco até para o Matthew: “Esse Gus Van Sant pegajoso, grudento - anteriormente visto em “Finding Forrester” e “Restless” - escorre para fora mais uma vez no lamentavelmente sentimental e piegas “The sea of trees”. O que acontece com o lado mais desafiador e aventureiro do diretor em tais empreendimentos, é um mistério, já que está totalmente ausente neste conto teoricamente promissor (...). Há inúmeras maneiras de escrever a história de um homem americano que viaja até o Japão para cometer suicídio. Mas, o roteirista Christopher Sparling, escolheu uma abordagem que beira a banalidade absoluta (...) O personagem de Matthew mergulha profundamente na tristeza e, isso se repete em quase todas as cenas, até o desempenho do ator se tornar menos expressivo e mais comum, até que você simplesmente não se importa mais com o que acontece com ele”. Tim Robey, do The Telegraph, deu duas estrelas em cinco: “Van Sant queria estudar o afogamento de um homem na tristeza e guiá-lo para a luz. Mas a orientação que ele recebe é falsa e forçada, uma espécie de reabilitação de suicídio com brincadeiras e pegadinhas. Como a própria Aokigahara, todo o filme precisa se isolado com uma corda de segurança e o sinal de “Keep Out”. Não há nada para ver no interior”. Eric Kohn, do Indiewire, teceu um leve elogio: “Felizmente, "The sea of Trees", pelo menos, mantém a aparência de um filme melhor, com imagens polidas que parecem adequadas e, grande parte dessas imagens, feitas ao ar livre. O diretor de Fotografia, Kasper Tuxen, faz um bom trabalho elogiando o cenário da floresta japonês, onde o personagem de McConaughey viaja na abertura do filme com o plano inicial de cometer suicídio”. Se foi recebido assim em Cannes, é praticamente “The Sea of Trees” improvável de ser observado e lembrado pela Academia do Oscar. Giovanna Pini - Colaboradora; Danilo Teixeira - Equipe CETI
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