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Em 2009, Sophia Loren lançava seu último filme. "Nine" chegava aos cinemas, com uma pontinha de decepção, pois vinha com um elenco belo elenco, mas o filme não foi tão bem como o esperado.
Pois bem, tanto tempo depois a Netflix trouxe a estrela italiana de volta com o filme "Rosa e Momo", que além de ser uma volta triunfal, pode ser a quebra de alguns recordes da Academia! Inclusive, o filme é dirigido por Edoardo Ponti, filho de Sophia Loren. Que já fez outros trabalhos, mas agora estreia em seu maior filme até então. Sophia divide a tela com o jovem Ibrahima Gueye, que dizem que pode fazer parte daquele interessante grupo de jovens atores que conquistam a temporada de premiações logo no primeiro filme e acabam com uma indicação ao Oscar. Madame Rosa (Loren) é sobrevivente do holocausto e, como parte de sua missão de vida, resolve se dedicar a cuidar de crianças em situação de vulnerabilidade – e, com isso, abre as portas para um jovem e traumatizado imigrante senegalês. O longa é baseado no livro "The Life Before Us", que já teve uma versão de sucesso para os cinemas. De 1977, o longa "Madame Rosa" deu um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para a França. Caso a indicação venha para Sophia, ela pode alcançar alguns recordes muito interessantes: - Em 2021, marcará 56 anos desde sua última indicação e, se indicada, ela quebrará o recorde atualmente detido por Henry Fonda como intervalo entre as indicações de atuação. - Se indicada, Loren também seria a indicada mais velha para melhor atriz na história do Oscar aos 86 anos, superando Emmanuelle Riva, que aos 85 foi indicada para “Amour”. - Se ela conseguir vencer, ela não só quebrará o recorde de Jessica Tandy como a mais velha vencedora da categoria, mas também a mais velha vencedora em atuação na história. Diante deste cenário surge a primeira leva de críticas sobre o longa e são boas notícias para Sophia Loren! A atriz foi extremamente elogiada, mesmo que alguns críticos tenham ressalvas quanto ao filme, o seu papel pode sim chegar até o Oscar: Sophia Loren retorna majestosamente à tela em um filme convencional, adaptando o mesmo romance vencedor do Oscar de 1977, 'Madame Rosa'. O filme Netflix de Edoardo Ponti não se compara ao de seu antecessor - mas sua estrela é sua razão de ser. O diretor Edoardo Ponti dirige sua lendária mãe como uma sobrevivente italiana do Holocausto nesta adaptação sentimental do romance de Romain Gary, mas é o recém-chegado Ibrahima Gueye que realmente brilha. Sophia retorna de forma magnífica! É por vezes hilário e tremendamente comovente! Para aqueles que procuram um filme mais astuto, vai ressoar como perfeitamente aceitável, um drama sólido com a ressalva singular de que qualquer coisa estrelando Loren automaticamente se qualifica como um evento - mesmo que seja um evento menor. Nada menos do que um triunfante retorno de Sophia! Ponti preenche essa adaptação do romance de Romain Gary com uma abundância de empatia, ilustrando como todos nós estamos cuidando de feridas psíquicas invisíveis, mas a execução nunca chega a nos conectar. É fácil ver por que ela saiu da semiaposentadoria para o filme - não é apenas a terceira vez que ela trabalha com seu filho, mas é um dos os papéis mais carnudos que um diretor concedeu a um de seus pais desde que John Huston levou seu pai, Walter, ao Oscar em “O Tesouro de Sierra Madre” em 1948.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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