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Seguimos na semana de retorno das sessões tradicionais do CETI!. Se na quarta tivemos as novidades da temporada no Quartas de Ouro, está na hora de reencontrar o CETI Recomenda. Afinal hoje é sexta feira, início de um fim de semana repleto de diversão, relax e Sétima Arte. No ano passado sugerimos filmes que bateram na trave, foram indicados ao Oscar na categoria de Melhor Filme, porém não levaram o prêmio para casa. Este ano a proposta mexe profundamente com o coração dos cinéfilos, sobretudo com as expectativas que depositamos sobre alguns projetos. Estamos falando dos filmes que fizeram tremendo sucesso de crítica e público, mas que ficaram de fora de suas respectivas cerimônias do Oscar. A lista dos esnobados é longa e repleta de clássicos como "Tempos Modernos" (1936), "Festim Diabólico" (1948) e "Era uma Vez na América" (1984), por exemplo. Como diz o ditado popular “vamos começar do começo” e o filme que inaugura o CETI Recomenda desta temporada é "Metrópolis", de Fritz Lang.
A história se passa no distante futuro de 2026, em que o mundo está sob controle de ricos industriais. Estes isolaram os mais pobres no subsolo para que trabalhassem para eles como se fossem seus escravos enquanto ostentam uma vida de luxos e tecnologias. Comandados por Joh Fredersen (Alfred Abel), os operários são obrigados a trabalhar sem parar para que a cidade superior funcione, o que resulta em revoltas dos trabalhadores. Entretanto quando Freder (Gustav Fröhlich), filho de Fredersen, se apaixona pela pobre trabalhadora Maria (Brigitte Helm) e desce ao subterrâneo a fim de conquistá-la, aplaca a ira de seu pai e as consequências são as piores. Baseado no romance de Thea Von Harbou (esposa do diretor), Fritz Lang inundou a tela de arranha-céus, engarrafamentos, robôs, sexo e violência em plena década de 20 do século passado. Toda esta ousadia resultou em plateias chocadas e críticas positivas, porém somente o tempo o transformou em clássico, pois antes era visto, apesar da técnica, como um filme de história simplista. É na revisão dele que o espectador nota que não há a intenção de ser profético, e sim mítico. Ele alia elementos da mitologia, do medieval e do bíblico (messianismo) a todas as inovações tecnológicas do início do século. Nas sequências temos um robô futurista queimado em uma fogueira, um cientista que também é alquimista e a variante moderna do mitológico deus Moloch. As atuações de Brigitte Helm no duplo papel da angelical Maria e de sua femme fatale versão robótica, juntamente com as interpretações de Alfred Abel e Rudolf Klein-Rogge, o responsável por Metrópolis e o cientista louco, respectivamente, são dignas de aplausos até hoje. O esnobe da Academia a esta obra demonstra desde o início o seu conservadorismo característico, a sua dificuldade de ousar. Estamos a exatamente uma década do tempo de "Metrópolis", e os diálogos com o filme são presentes como formador de cultura e opinião. Von Harbor certa vez afirmou que “Este filme não é de hoje, nem do futuro. Ele fala de um lugar nenhum. Ele não serve a nenhuma tendência, partido ou classe. Ele tem uma moral que cresce quando há compreensão: o mediador entre o cérebro e as mãos deve ser o coração.” Contrariando um pouco a fala da escritora, a influência artística que o filme exerce gerou frutos de muito sucesso como o clipe de Radio Gaga, do Queen; mesmo o androide C-3PO da saga "Star Wars" e do policial Robocop; ou a estética de "Batman" e "Blade Runner". Um filme para todos os apreciadores de ficção científica e do cinema arte.
Juliana Leão - Equipe CETI!
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