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A aridez do Oeste americano paradoxalmente é fonte inesgotável de inspiração para cineastas e produtores. A curiosidade em retratar a seca vida daquela região e seus tipos locais igualmente severos de emoções não se contentou em ser somente cenário, mas o cinema fundou para si um gênero, o faroeste. Se Hollywood explorou com Clint Eastewood, o gênero cruzou o oceano chegando à Itália. E na grande parceria de Sergio Leone e Ennio Morricone criou-se o faroeste espaguete. Da genialidade da dupla, produzindo e compondo, um grande clássico é a indicação do CETI! para esta sexta: “Era uma Vez no Oeste”.
Naquele momento, Leone já era consagrado como realizador de western spaghetti e Hollywood queria levá-lo a todo custo para lá. O diretor já não queria mais se envolver com filmes do gênero, até a Paramount fazer a proposta que deu início a esta obra. Ele teria dinheiro e a presença de Henry Fonda, seu ator favorito. Leone chegou a perfeição, ou quase a ela. Maduro profissionalmente, demonstrando controle absoluto de todos os processos cinematográficos e de seu estrelar elenco, conseguiu realizar o que é considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, com justiça em todas as listas de prestígio. O curioso é que o longa foi mal em sua estreia, considerado lento pelo público e pela crítica, um grande fracasso para o estúdio. A violência aliada a um contexto verdadeiramente político apresenta histórias que poderiam ser contadas separadas, mas que juntas se completam. Sergio Leone, Ennio Morricone e o western spaghetti pertencem a um seleto grupo atemporal no cinema. As décadas e as gerações podem passar, trazendo junto com elas os efeitos, o moderno e a fugacidade. Entretanto, o trabalho proveniente desta trinca nunca caiu na breguice ou no obsoleto, tanto que realizaram na década de 80 outro clássico, “Era Uma Vez na América”. Hollywood talvez não produza mais faroestes em quantidade, mas tem cineastas fiéis ao gênero, Quentin Tarantino o maior deles. Afinal, além dos explícitos “Django Livre” e “Os Oito Odiados”, podemos ainda ver traços em “Kill Bill Vol. 1 e 2”. Este ano ainda há a estreia da promissora refilmagem de “Sete Homens e Um Destino”, de Antonie Fuqua, que estará nos próximos festivais de Veneza e Toronto. Esnobado no Oscar de 1969, que teve “Oliver!” como o grande vencedor, “Era Uma Vez no Oeste” é definitivo para o cinema e para todos os cinéfilos.
Juliana Leão - Equipe CETI!
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