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As pessoas ficaram chocadas, e ainda estão, com o fato de Quentin Tarantino ter cedido o roteiro da continuação de "Era Uma Vez em Hollywood" para David Fincher dirigir. Houve várias teorias sobre o motivo de sua decisão, e o diretor finalmente quebrou o silêncio. Em entrevista ao podcast The Church of Tarantino, o diretor admitiu que, embora inicialmente planejasse dirigir o filme sozinho, acabou perdendo o interesse. "Adoro este roteiro, mas continuo trilhando o mesmo caminho que já trilhara. Ele simplesmente me desanimou... Neste último filme, preciso ficar sem saber o que estou fazendo de novo. Preciso estar em território desconhecido". Em resumo, Tarantino decidiu que não queria que seu suposto "último filme" parecesse uma extensão de algo que ele já havia feito. Entra Fincher, que, como Tarantino disse, é o homem certo para o trabalho. "Acho que eu e David Fincher somos os dois melhores diretores. Então, a ideia de que David Fincher realmente queira adaptar meu trabalho, para mim, demonstra um nível de seriedade em relação ao meu trabalho que, na minha opinião, precisa ser levado em consideração". Quando perguntado se o filme, produzido pela Netflix, será lançado nos cinemas, Tarantino não teve certeza, mas não guardaria rancor deles se o enviassem direto para o streaming. "Bem, talvez. Não é o modelo de negócios deles, então não culpo a empresa por não seguir o que não é o modelo de negócios deles. Você pode [reclamar] que não é o modelo de negócios deles, mas é apenas o que é. Eu não ficaria surpreso se eles lançassem o filme em duas semanas, pelo menos de forma limitada, até certo ponto. E então eu acho que, pelo menos no que diz respeito às grandes cidades, elas provavelmente farão exibições porque provavelmente vão querer que o filme se saia bem no Oscar. Então, farão exibições pela cidade e tudo mais". Ainda na mesma conversa, Tarantino manteve sua palavra de terminar a carreira com 10 filmes. E que ele está em busca desse décimo longa-metragem, que quase foi "The Movie Critic". "Não estou paralisado de medo. Acredite, não estou paralisado de medo", disse ele, esclarecendo que a questão era mais conceitual. O desafio era, em suas palavras, se ele conseguiria "pegar a profissão mais chata do mundo e torná-la interessante". Que profissão? Ser crítico de cinema. "Todo título de Tarantino promete muito, exceto 'O Crítico de Cinema'. Quem quer ver um filme sobre um crítico de cinema?". Para Tarantino, ao que parece, um "filme final" que fosse sutil demais não valia a pena ser feito. Ele precisa terminar com um estrondo.
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