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Rose Byrne, Jennifer Lawrence e Amanda Seyfried entregam ótimas performances como mulheres que desafiam as convenções. Mas alguns votantes podem priorizar a "simpatia" acima de tudo.
Um artigo de Kyle Buchanan para o The New York Times chamou muita atenção essa semana. Kyle escreve que o cinema (e as premiações) não costuma gostar de mulheres difíceis. Como exemplo, ele fala sobre Rose Byrne em "Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria", que vêm de uma ótima temporada, vencendo a maioria dos prêmios da crítica, mas que mesmo assim não é vista por quase ninguém como a favorita para o Oscar. A teoria de Kyle Buchanan é de que a história recente sugere que os votantes do Oscar têm dificuldade com mulheres temperamentais. Ele escreve que "quando uma mulher sofre nobremente, isso é considerado uma isca para o Oscar, mas quando ela faz os outros sofrerem, os votantes são muito menos compreensivos. Com isso em mente, estou de olho não apenas em Byrne, mas também em Jennifer Lawrence e Amanda Seyfried, que entregaram alguns de seus melhores trabalhos este ano interpretando mulheres difíceis, mas ainda permanecem na corda bamba na maioria das previsões de melhor atriz". Ele ainda escreve que ao sair de Cannes, depois de assistir o filme de Lawrence, "Morra, Amor", um crítico de cinema descartou o filme com um seco "não é para mim", enquanto um importante executivo de cinema independente foi ainda mais direto. "Eu odiei aquela mulher", disse ele. Meses depois, quando "O Testamento de Ann Lee" estreou no Festival de Cinema de Veneza, esse debate recomeçou. Ao sair da sessão em Veneza, Kyle diz que o burburinho era o mesmo, com a crítica masculina não gostando da personagem. Assim, ele escreve que "durante a temporada de premiações, acho que a simpatia do público é um critério aplicado com muito mais frequência às protagonistas femininas do que aos homens, que conseguem se safar de praticamente tudo. Mulheres provocadoras que conquistam os votantes do Oscar tendem a se suavizar no final de seus filmes — pense em Frances McDormand em “Três Anúncios para um Crime”, cuja raiva é modulada com precisão —, mas se as personagens interpretadas por Byrne, Lawrence e Seyfried alguma vez cedem, é apenas por exaustão". Quando olhamos alguns dos vitoriosos recentes na categoria de Melhor Ator, vemos personagens complicados, violentos, explosivos, como Cillian Murphy em "Oppenheimer", Will Smith em "King Richard" e Joaquin Phoenix em "Coringa". Curiosamente, a grande aposta no momento para Oscar de Melhor Atriz é Jessie Buckley. Em “Hamnet”, Jessie Buckley interpreta Agnes, a esposa de William Shakespeare. Assim como as outras três, ela está passando por uma fase traumática da maternidade enquanto seu marido está praticamente ausente, embora, diferentemente dessas mulheres, seja ela quem o encorajou a realizar suas ambições, mudando-se para a cidade para se dedicar à dramaturgia. Jessie também entrega uma grande atuação e seria uma vitória muito merecida, mas, teoricamente, não deveria ser a grande favorita. Ficamos então com a questão: o Oscar realmente não gosta de mulheres desafiadoras? E também, o Oscar e o cinema em geral são mais acostumados a entender, aceitar e premiar homens complicados?
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