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Depois dos festivais e já com a temporada começando, "Napoleão" estreia na França! O evento aconteceu em Paris, sendo a primeira grande estreia com atores no tapete vermelho depois do final da grave. E claro, tivemos Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby tirando fotos ao lado de Ridley Scott.
Aliás, Ridley Scott é um dos grandes diretores do cinema, com alguns filmes que marcaram a cultura pop e são referenciados até hoje, como "Blade Runner", "Alien" e "Gladiador". Então, muito curioso pensar que ele ainda não seja vencedor de um Oscar. Pois bem, ele chega na temporada dirigindo "Napoleão", um épico de guerra que conta a história do general Napoleão Bonaparte, ao mesmo tempo em que narra o seu romance com Josephine. E é exatamente Joaquin Phoenix quem rouba toda a atenção. Mais um grande momento do ator, em um personagem que a crítica diz que precisava realmente ser alguém com presença, assim como Kubrick planejava que fosse Jack Nicholson, assim como Marlo Brando já fez Napoleão em "Desirée". "Napoleão" também foi considerado um grande trabalho de direção de Scott, com batalhas gigantescas e brilhantemente dirigidas. Depois de alguns filmes incertos, Ridley Scott parece ter acertado outra vez. Ainda não sabemos como o filme vai ressoar na temporada de prêmios, se Joaquin vai conseguir uma nova indicação ao Oscar de Melhor Ator, mas é muito interessante e satisfatório ver um diretor com mais de 80 anos se reencontrando e arriscando tanto nos cinemas! Joaquin Phoenix faz um imperador magnífico em filme biográfico emocionante! Ridley Scott dispensa o peso simbólico atribuído às cinebiografias anteriores em favor de um espetáculo com uma grande estrela no centro. Para Kubrick, em seu famoso projeto cinematográfico abandonado, talvez se esperasse que Napoleão suportasse o peso de ser quem ele é. Mas esta não é a intenção de Ridley Scott; ele não prende o público com um significado metafísico e certamente não retém os prazeres antiquados do espetáculo e da excitação. Phoenix é a chave de tudo: uma performance tão robusta quanto o copo de vinho que ele bebe: envaidecido, taciturno, fervilhante e triunfante. Joaquin Phoenix se destaca como mestre da guerra no filme biográfico psicologicamente complexo, mas brilhantemente encenado, de Ridley Scott! Para que Napoleão funcione, é necessária uma presença imponente mas carismática, alguém como Marlon Brando, que interpretou Bonaparte no estranho romance histórico de 1954, Desirée. Kubrick queria Jack Nicholson, e Joaquin Phoenix não cai longe daquela árvore. Seu elenco certamente dá o tom, e Scott não perde tempo em preparar sua barraca: este será um épico da velha escola, no estilo de A Queda do Império Romano, de Anthony Mann, e certamente há um prazer visceral ao ver Scott, um mestre artesão, colocando todo seu esforço na tela. Um estudo pungente de personagem em um épico arrebatador! Phoenix faz a diferença, tocando Monsieur Bonaparte como um acordeão humano cujo tamanho parece encolher ou expandir vários metros no espaço de uma única cena. Aqueles preocupados com a glorificação do ditador não precisavam temer. Você não esta preparado para a forma como este filme humilha totalmente o ex-imperador da França. Ridley Scott nunca teve vergonha de zombar da infinita pequenez da sede de poder do homem. Uma conquista inspiradora! As batalhas ferozes que se seguem são espetaculares, distintas umas das outras e fáceis de acompanhar. Em meio à fumaça, ao sangue e ao caos, Scott garante que você verá quem está ganhando e por quê. Enquanto os cavaleiros avançam pelas planícies enevoadas e os soldados da infantaria são despedaçados por balas de canhão, Napoleão é um lembrete de que nenhum outro diretor faz filmes como Scott. O mais recente de Ridley Scott é um de seus projetos mais grandiosos até hoje. É um filme monumental que mostra a escala e a grandiosidade que nunca vimos do diretor antes. Nem herói nem conto de advertência, o Napoleão Bonaparte apresentado no drama envolvente de Ridley Scott é simplesmente uma força da natureza – imutável, arrogante, terminalmente insatisfeito. Destacado pela ótima atuação de Joaquin Phoenix, que amplifica as falhas consideráveis do homem, esta cinebiografia vê a busca de poder de seu protagonista e sua incapacidade de capturar o coração de sua amada Josphine (Vanessa Kirby) como sintomas de um ego frágil que nenhuma vitória militar poderia curar. Napoleão apresenta cenas de batalha excepcionais, bem como idas e vindas entre esses combatentes românticos, resultando em um drama luxuoso e pensativo que nos deixa fascinados pelo mais notório imperador da França - uma mente estratégica brilhante que não poderia ter sido mais insegura.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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