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Em um especial da Variety, grandes diretores do cinema mundial falaram sobre alguns dos melhores filmes de 2025! Nos próximos dias vamos passar por todos esses diretores, tendo esse novo olhar técnico dos filmes da temporada.
E para começar o quinto dia de especial, William Oldroyd fala sobre "Hedda", de Nia DaCosta! "Do alto do telhado de um castelo, uma mulher dispara um revólver contra o céu cor de lavanda. É um tiro de aviso, um prenúncio da noite de devassidão que se aproxima e, mais importante, uma introdução perfeita para uma das maiores personagens já criadas. Frequentemente descrita como "a Hamlet feminina", Hedda Gabler é um papel que exige uma artista no auge de sua carreira. Tessa Thompson não apenas interpreta o papel, mas o preenche, em cada detalhe, com uma intenção ousada, porém veemente. Essa história centenária renasce sob a sedutora dissonância temporal do roteiro feroz e da direção brilhante de Nia DaCosta. Em 2025, Hedda é queer, negra, extremamente inteligente e caprichosa: "Não consigo me controlar. Simplesmente faço coisas do nada e não sei por quê." Hedda assombra, provoca, zomba, eletriza e seduz seus convidados. E por que ela faz essas coisas? Por que? Porque ela está entediada! "Catastroficamente entediada", como ela mesma diz. Se você é mulher ou conhece uma mulher, sabe que o tédio feminino pode ser cataclísmico, devastador e, em última análise, transformador. Mas essa chama multifacetada nem sempre se traduz para a tela; é uma combinação de talentos extremamente rara que consegue pegar uma história sobre a languidez feminina e transformá-la em um dos espetáculos visualmente mais dinâmicos e emocionantes do ano. Nia e Tessa fizeram exatamente isso, e eu consigo adivinhar o porquê por trás de cada detalhe: diretora e atriz formaram o tipo de relação com que ambas sonham — a de uma maestrina confiante e uma solista virtuosa, totalmente sincronizadas e impulsionando-se mutuamente, com compaixão, para territórios cada vez mais ousados. O resultado é uma obra de arte que grita, com toda a força: Não há nada de entediante no tédio feminino. Porque ela nunca ficará caída por muito tempo e, quando se levantar novamente, será com um grande fogo aos seus pés". William Oldroyd é um diretor e roteirista com duas indicações ao BAFTA por "Lady Macbeth".
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