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Em um especial da Variety, grandes diretores do cinema mundial falaram sobre alguns dos melhores filmes de 2025! Nos próximos dias vamos passar por todos esses diretores, tendo esse novo olhar técnico dos filmes da temporada.
E para finalizar o quarto dia de especial, Ramin Bahrani fala sobre "Foi Apenas Um Acidente", de Jafar Panahi! "Admiro Jafar Panahi desde sua estreia com "O Balão Branco" e suas obras-primas posteriores. Elas revelaram um cineasta capaz de pegar a injustiça cotidiana e transformá-la em um cinema humano, político e ousado. Então veio a proibição. Por 15 anos, Panahi foi proibido de fazer filmes e viajar; foi interrogado, preso e monitorado. Mesmo assim, ele fez filmes, armado apenas com imaginação, humor, coragem e necessidade. Ele não tinha escolha. Sua mais recente obra-prima, "Foi Apenas um Acidente", parece o ápice de tudo o que ele suportou e aprendeu. Seu equilíbrio tonal é extraordinário: suspense, sátira, farsa política, violência repentina, tudo sustentado pela imprevisibilidade das reais contradições humanas. O filme se constrói a partir do som: um homem ouvindo os passos de seu antigo interrogador. É uma abertura brilhante, à la Hitchcock, que Panahi transforma em uma investigação moral. As reviravoltas surpreendentes do filme culminam em um confronto decisivo entre os ex-prisioneiros e seu captor. A cena se desenrola em um único e impressionante plano-sequência — mais de 13 minutos — onde o próprio tempo se torna uma panela de pressão. A sequência vibra com tensão moral e humanidade crua, deixando o público sem fôlego, suspenso entre o medo e a possibilidade. O epílogo retorna ao som fora de campo: passos. Um eco enigmático que permite que "Foi Apenas um Acidente" ressoe muito depois de seu término. Nos deixa com perguntas em vez de respostas: a brutalidade pode ser confrontada sem vingança? O que os iranianos do futuro pensarão deste filme quando finalmente puderem assisti-lo livremente? E Panahi está, talvez sem saber, se dirigindo a todos nós em um momento em que as democracias estão se fragilizando e o medo se torna política: que escolhas faremos?". Ramin Bahrani é um diretor e roteirista indicado ao Oscar por "O Tigre Branco". Ele também é conhecido por "99 Casas" e pela nova versão com Michael B. Jordan de "Fahrenheit 451".
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