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Em um especial da Variety, grandes diretores do cinema mundial falaram sobre alguns dos melhores filmes de 2025! Nos próximos dias vamos passar por todos esses diretores, tendo esse novo olhar técnico dos filmes da temporada.
E chegando na segunda metade do especial, Michal Mann fala sobre "Avatar: Fogo e Cinzas", de James Cameron! "O terceiro filme da saga "Avatar", "Fogo e Cinzas", de Jim Cameron, é uma conquista monumental. A originalidade impressionante da visão de Jim é inegável; o que torna "Fogo e Cinzas" tão impactante é a sua verossimilhança. Após os dois primeiros filmes, o mundo já conhece a história de origem de "Avatar". A família de Jake e Neytiri — incluindo Spider, filho de Quaritch — são refugiados que vivem entre o povo Metkayina, com suas tatuagens maori, sistema de crenças antropologicamente completo e política pacifista. Em "Fogo e Cinzas", Jim adicionou o Clã das Cinzas, um grupo de saqueadores Na'vi liderados pela letal e sedutora Varang (Oona Chaplin). A Administração de Desenvolvimento de Recursos (RDA) está empenhada em seu objetivo de colonização e tem Quaritch (Stephen Lang) como seu mentor, agora reaparecendo em forma recombinante. Mas há dissidência dentro da RDA, e Quaritch tem um plano secreto para recuperar seu filho. Assim como na biodiversidade de Pandora, Jim arquitetou diferentes culturas que ressoam com autenticidade. Partindo da tese de que existem padrões comuns em diversas culturas humanas, Cameron aplicou princípios estruturais na construção do povo de Pandora com a erudição de um antropólogo. Cada um possui rituais, sistemas de valores e magia simpática com os quais se interconectam com a natureza para influenciar os resultados. Sua estética tribal, que inclui vestimentas, tatuagens e modos de vida, é tão específica que parece que essas pessoas se vestem sozinhas. Para o ataque da colonização da RDA, ele pode ter se inspirado em padrões da devastação do Congo pelo Rei Leopoldo da Bélgica ou na situação dos povos da floresta amazônica brasileira. Esses contextos construídos por Jim envolvem a raiva, a frustração, a tragédia, as aspirações, a ambivalência, os momentos de êxtase e a vingança de seus personagens com autenticidade. Essa autenticidade amplifica o poder visceral de sua narrativa. Ao longo da narrativa envolvente de Jim, vivenciamos os Na'vi e os humanos como pessoas mais complexas, presas em uma zona de conflito terrível em um futuro alienígena. E a autenticidade do que ele construiu faz com que tudo ressoe com um poder visceral ainda maior. A arte, o intelecto e o trabalho árduo de Jim criam uma biologia alienígena diversificada, antropologia, engenharia mecânica, política, visualização e uma narrativa concisa. É extraordinário. Jim começou com uma folha de papel em branco. Nenhum roteirista e diretor que eu conheça criou um mundo tridimensional tão vasto, fruto de sua própria imaginação, quanto Jim. "Fogo e Cinzas" por si só já é uma conquista incrível. Ainda há mais duas partes por vir. Em algum momento no futuro, quando analisado historicamente, todo o universo de "Avatar" será visto como a obra-prima que realmente é". Michael Mann é um diretor e roteirista, indicado a 3 Oscars por "O Informante". Ele também é conhecido por ter dirigido "Fogo Contra Fogo", "Colateral" e "Ali".
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