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Em um especial da Variety, grandes diretores do cinema mundial falaram sobre alguns dos melhores filmes de 2025! Nos próximos dias vamos passar por todos esses diretores, tendo esse novo olhar técnico dos filmes da temporada.
E chegando na segunda metade do especial, Embeth Davidtz fala sobre "O Testamento de Ann Lee", de Mona Fastvold! "Ao assistir a “O Testamento de Ann Lee”, fiquei impressionado com a ideia de que Mona Fastvold é para o cinema o que Ann Lee foi para a religião. Ela é tão original e precisa quanto sua personagem principal era radical e austera. O tema não é para diretores de coração fraco: a história de vida da fundadora do movimento Shaker, com toda a sua fervorosa expressão e abstinência. No entanto, o filme de Fastvold se desenrola da maneira mais surpreendente — em uma execução muito diferente do que se espera dos Shakers, usando coreografias deslumbrantes, vozes corais e uma trilha sonora dissonante, enquanto retrata a devoção dos Shakers cinematograficamente como algo quase orgiástico. Fiquei estupefato com a alteridade do mundo que Fastvold evocou. E embora o filme pareça um requintado delírio visual, ela mantém a clareza histórica do início ao fim. É preciso uma habilidade singular para equilibrar a tensão da narrativa biográfica linear com o pano de fundo da épica maximalista produção cinematográfica, permitindo que o público sinta como se tivesse estudado um tratado histórico e assistido a um filme, balé e ópera, tudo ao mesmo tempo. Ela consegue até mesmo injetar um humor irônico nas cenas em que espectadores perplexos testemunham o êxtase das sequências de dança e oração, demonstrando seu espanto, ao mesmo tempo que mantém uma reverência pelos Shakers. Uma diretora como essa é um presente para os atores, como se vê na revelação de Ann Lee, interpretada por Amanda Seyfried. Ela é selvagem e livre, perfeita em todos os sentidos como a inocente, a mulher, a zelosa e a santa. O maior trunfo do filme é o olhar feminino de Fastvold, que banha todo o seu universo em uma luz mágica, mítica e inegavelmente feminista". Embeth Davidtz é uma diretora, atriz e roteirista, conhecida por sua atuação em filmes como "Matilda" e "O Homem Bicentenário". Ela dirigiu seu primeiro filme em 2024, "Feras no Jardim".
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