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Depois de darmos mais atenção para Telluride, hoje voltamos com Veneza! Veneza recebe a grande estreia de "Primetime", dirigido por Lance Oppenheim, e protagonizado por Robert Pattinson, com Anna Faris e Skyler Gisondo. Robert Pattinson faz o papel de Chris Hansen, apresentador do programa "To Catch a Predator", que fez sucesso anos atrás ao utilizar câmeras escondidas para confrontar homens acusados de tentar encontrar crianças para relações sexuais. "Primetime" chegou a ser considerado um filme de terror pela crítica. Com cenas chocantes e uma montagem que incomoda o público, além da ótima e muito perturbada atuação de Robert Pattinson! Aplaudido por 7 minutos, como disse a crítica, Robert é "o melhor intérprete de inseguranças masculinas. Se Primetime não for o desfecho definitivo desse estudo, certamente representa um novo auge na carreira de Pattinson". O personagem foi muito comparado ao de Jake Gyllenhaal de anos atrás em "O Abutre". Mas, anos atrás a Academia não indicou um personagem tão detestável, mesmo que realmente sendo uma grande indicação. Será que agora vai ser diferente e finalmente chegou a hora de Robert Pattinson? Primetime é um filme sobre como o populismo alimenta a decadência moral, mas de uma forma tão sutil que seus próprios defensores não percebem. Eles geralmente se dão conta, no entanto, quando o feitiço vira contra o feiticeiro — o que é, essencialmente, a moral da história aqui. Entregando uma atuação que o diretor descreve como uma mistura de Jerry Maguire e Conde Drácula, Robert Pattinson pode estar finalmente entrando na fase "Christian Bale" de sua carreira — isso se a Academia reagir bem a um material tão sombrio (vale lembrar que eles ignoraram O Abutre, de 2014, talvez a comparação recente mais próxima). Em destaque absoluto, ocupando o centro das atenções e frequentemente captado em closes invasivos, está Pattinson — que também atua como produtor — interpretando Hansen, um homem arrogante, megalomaníaco e viciado em fama. A imitação que Pattinson faz dos maneirismos físicos do Hansen real — como a encenação desajeitada de seus momentos de flagrante, enquanto segura um maço de impressões incriminadoras de conversas em salas de bate-papo — é impressionante. Mas sua imitação vocal, capturando a cadência artificial e excessivamente ensaiada da fala de Hansen, é algo extraordinário. Robert Pattinson é uma figura bizarra e inquietante desde o primeiro quadro de "Primetime"! O filme avança no ritmo pulsante de um suspense, mas ostenta o estilo de um filme de terror de arte em seus momentos mais perturbadores. Robert Pattinson está deliciosamente excêntrico em um filme visceral de exploração midiática! Robert Pattinson está maníaco, magnético e totalmente desequilibrado no excelente drama de Lance Oppenheim! Ele é o nosso melhor intérprete de inseguranças masculinas. Encarnar essas ansiedades com tanto vigor oferece ao público um vislumbre de homens cuja necessidade de validar sua própria importância é tão intensa que eles fazem questão de anunciá-la aos outros. Se Primetime não for o desfecho definitivo desse estudo, certamente representa um novo auge na carreira de Pattinson.
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