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O segundo dia de Veneza também marcou a estreia muito aguardada de Herzog. Werner Herzog é um grande nome do cinema, com filmes muito estudados como "Fitzcarraldo" e "O Enigma de Kaspar Hauser", ou também é lembrado pelos documentários premiados como "O Homem Urso", "A Caverna dos Sonhos Esquecidos" e "Encontros no Fim do Mundo". Ele chega em Veneza com "Bucking Fastard", protagonizado pelas irmãs Kate e Rooney Mara, e com Orlando Bloom e Domhnall Gleeson. O filme conta a história das irmãs gêmeas Jean e Joan, que não se desgrudam desde muito novas e tem uma conexão tão profunda que compartilham a maneira de falar, os sonhos e até a obsessão pelo mesmo homem. As duas vivem à margem da sociedade e passam os dias escavando montanhas em busca de uma terra mítica onde acreditam que poderão viver o amor que idealizam. Inspirado na história real das gêmeas britânicas Freda e Greta Chaplin, conhecidas por falarem em perfeita sincronia e pela fixação pelo vizinho. Pela primeira vez, as irmãs estão juntas em tela! E a crítica elogia muito o trabalho das duas, que realmente atuam como se fossem uma só! Mas o filme no geral dividiu opiniões. Foi chamado de comovente, inclassificável, complexo, estranho, singular e também de um filme ruim. Será que Rooney e Kate Mara vão conseguir manter força para uma temporada de prêmios? Será que o filme pode acabar conseguindo um melhor desempenho em outros festivais e com outros públicos? Herzog é um cineasta mundialmente querido e um filme tão curioso vai seguir chamando atenção. As irmãs Mara mergulham na premissa maravilhosamente excêntrica de Werner Herzog, interpretando gêmeas apaixonadas que se movem e falam em uníssono. O novo filme do fabulista alemão — comovente, excêntrico, tecnicamente complexo e inclassificável — promete dividir opiniões! Ocasionalmente sublime, frequentemente ridículo e sempre extravagantemente estranho. Kate e Rooney Mara, aparecendo juntas pela primeira vez, são infinitamente fascinantes ao interpretar duas irmãs que falam e reagem simultânea e identicamente. Essa dualidade sem precedentes não é apenas uma sacada brilhante de elenco e atuação; ela é rica em significados e atmosferas potenciais: há algo de inexprimivelmente triste e belo nas ideias que ela desperta. Werner Herzog é um cineasta tão singular que até mesmo um filme ruim dele desperta certo interesse; infelizmente, é exatamente isso que temos aqui. Trata-se de um longa de ficção baseado em uma história real que — apesar de algumas risadas — desperdiça sistematicamente o tempo do público, bem como o talento de suas formidáveis protagonistas, as irmãs Rooney e Kate Mara. Quase dá para sentir esse filme sem rumo e sem propósito sendo inventado à medida que avança, perdendo-se linha a linha, cena a cena. Com estreia na competição do Festival de Veneza, Bucking Fastard é uma das obras mais ambiciosas do diretor nos últimos anos; marca seu retorno à ficção e oferece a oportunidade de reunir as irmãs Rooney e Kate Mara na tela pela primeira vez. Mas o filme não consegue transmitir a beleza assustadora e inexplicável que Herzog claramente vê (ou talvez tenha visto um dia) nesta história. Bucking Fastard é uma singularidade estranha e difícil de classificar, mas também uma obra animada por um deslumbramento infantil diante de seus temas peculiares e do mundo estranho que os cerca. Há uma sinceridade que impede que o filme seja descartado como um mero rabisco.
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