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Noah Baumbach chega pela terceira vez em Veneza! As anteriores foram com "História de Um Casamento", que fez um ano incrível até o Oscar, onde venceu em Atriz Coadjuvante para Laura Dern, além de mais duas indicações em atuação, Melhor Filme e Roteiro; e a outra foi com "Ruído Branco", uma decepção daquela temporada, que o próprio Noah sabe ter sido complicado. Agora ele chega com "Jay Kelly", um trabalho curioso, que chega com Laura Dern outra vez, mas o destaque é para a dupla principal: George Clooney e Adam Sandler! O burburinho da pré-temporada sugere que Sandler vai ser indicado ao Oscar aqui. Clooney faz um astro de cinema que, ao lado de seu empresário e melhor amigo, passa por uma jornada onde reve todas as escolhas de sua vida! O filme foi aplaudido por 10 minutos ao final de sua exibição, o que mostra que temos algo bom por aqui. O filme não foi tão querido pela crítica quanto "História de Um Casamento", mas as atuações chamaram muita atenção! Fazendo um personagem que claramente tem um pouco de si, Clooney faz a desconstrução de um artista, tornando vulnerálvel a figura charmosa do ator famoso e bem sucedido. Enquanto Adam Sandler brilha como coadjuvante, no que a crítica chamou como um trabalho astuto e lindamente triste. "Jay Kelly" pode não ser o melhor de Noah, mas como já aconteceu antes, ele entrega o bastante para que seus atores recebam bastante destaque! É possível que Clooney e Sandler, levem o filme pela temporada. Um personagem construído em torno do próprio DNA da personalidade de George Clooney. Ele tem aquele mesmo charme impetuoso e bem-humorado, aquela agilidade mental suave e natural, e mais do que isso, ele tem aquela qualidade de sinceridade sorridente e refinada — a capacidade de conversar com qualquer pessoa e fazê-la sentir que ele está realmente ouvindo, que está ansioso para se conectar, não porque esteja fingindo, mas porque é assim que ele é. Ao mesmo tempo, o filme astutamente nos encoraja a perguntar: quanto dessa mesma qualidade é atuação? Clooney, interpretando uma variação tão direta de si mesmo, faz um trabalho magistral ao nos mostrar a celebridade de dentro para fora, desconstruindo a própria noção de estrelato. Já Sandler faz uma atuação astuta, tímida e lindamente triste. George Clooney interpreta o astro de cinema, mas Adam Sandler brilha mais na comédia dramática sentimental de Noah Baumbach! Há prazer em apreciar o trabalho sutil de Sandler e o elenco ridiculamente amplo de coadjuvantes talentosos. É uma história sobre identidade e a tentativa de resolver as coisas. Com um roteiro que muda facilmente de tom, de situações cômicas leves para um drama comovente (Baumbach escreveu o roteiro com Emily Mortimer, que também tem um pequeno papel), Jay Kelly, de maneiras diferentes para mim, também me lembra alguns clássicos não sobre atores, mas sobre diretores, pelo menos em espírito, já que me fez pensar em 8 1/2, de Fellini. Ainda assim, este, em competição em Veneza, consegue encontrar sua própria identidade no gênero de filmes sobre filmes, o que o torna inovador, inteligente e bastante bem-vindo. George Clooney é muito bom! Clooney raramente se afasta muito em seus filmes de sua persona consagrada de homem comum e bonito. No entanto, se ele está interpretando mais uma variação de si mesmo em Jay Kelly, pelo menos o faz de uma forma muito mais crua e reveladora do que jamais fez antes. É por isso que um filme que, em suas cenas iniciais, parece insuportavelmente presunçoso, acaba tocando tanto o coração.
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