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Depois da estreia interessante de Paolo Sorrentino, outra grande diretor chegou em Veneza! Yorgos Lanthimos estreia com "Bugonia"! Na última vez que esteve em Veneza, Lanthimos fez história. Ele estreou com "Pobres Criaturas", que venceu o prêmio Leão de Ouro, dado ao Melhor Filme do festival! E meses depois, Emma Stone venceu o Oscar de Melhor Atriz pelo longa! Lanthimos e Emma Stone estão de volta, juntos ao novo querido ator do diretor, Jesse Plemons. Adaptado do clássico cult coreano "Save the Green Planet!", "Bugonia" acompanha dois teóricos da conspiração que sequestram uma poderosa CEO corporativa, convencidos de que ela é uma alienígena planejando a destruição da Terra. E é óbvio que a crítica começa enaltecendo a dupla de atores! Emma Stone encontra uma nova faceta e surpreende o tempo todo em "Bugonia", assim como Jesse Plemons é o coração do filme e entrega um dos melhores momentos de sua carreira! Lanthimos vai pra algo totalmente diferente dos seus grandes trabalhos de sucesso, mas nem por isso acerta menos! Inclusive, dizem que aqui ele dá uma aula de direção! Colocando a câmera sempre no lugar certo, curioso e que mantém o público atento. Um domínio exemplar. Entre os destaques também, a trilha sonora, a edição e o roteiro. Inclusive, o roteiro foi escrito por Will Tracy, multi premiado por "Succession", e lembrado também nos cinemas pelo ótimo "O Menu". "Bugonia" estreia em Veneza com a força de uma nova temporada de prêmios. Talvez não seja algo tão absoluto quanto "A Favorita" e "Pobres Criaturas", mas ele tem seus momentos de destaque e que o coloca como um nome forte para o Oscar 2026! "Bugonia" é uma experiência inebriante e envolvente, em grande parte porque assume a forma de um duelo — tático, filosófico, brutal! Por mais incrível que Stone seja, porém, é Jesse Plemons quem oferece a atuação mais extraordinária do filme. Seu personagem desesperado e dilacerante é uma pessoa que arruinou a própria vida, que se martirizou por sua devoção. No entanto, ele tem noção de para onde o mundo está indo. E quanto mais Plemons o expõe, mais nos conectamos com a tragédia do masoquismo do personagem. De certa forma, ele representa uma geração inteira. Isso é atuar na corda bamba. Vindo da decepcionante antologia Kinds of Kindness, do ano passado, a quinta parceria do diretor Yorgos Lanthimos e Emma Stone é um retorno à forma, uma história estonteante e maluca que se equipara aos melhores filmes do cineasta, Poor Things, The Favourite, Dogtooth e The Lobster. Com atuações corajosas de Stone, mais uma vez se destacando, e um Jesse Plemons magnificamente desequilibrado, este filme beira o absurdo, mas com credibilidade suficiente em seus momentos mais ousados para lhe garantir um lugar de honra no gênero de suspense paranoico. O novo filme macabro e divertido de Yorgos Lanthimos tem uma atuação previsivelmente forte de Emma Stone, uma trilha sonora orquestral clamorosa de Jerskin Fendrix de fazer trincar os intestinos e, mais importante, um final de montagem maravilhosa. Stone está extraordinária (quando não está?), contorcendo-se emocionalmente como um inseto preso à parede, experimentando diferentes táticas como um psicopata. Primeiro, ela está calma, controlada e confiante; depois, tenta a gentileza e a flexibilidade. A confiança descontraída de Plemons é arrepiante no início. Mas ele também precisa alimentar nossa ira, conquistar nosso amor e talvez até provocar algumas pontadas de solidariedade. Os personagens dos filmes de Lanthimos não embarcam em jornadas emocionais tradicionais. Nós, o público, embarcamos. Uma aula magistral de controle de direção por Lanthimos!
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