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Depois de Telluride, voltamos para Veneza, onde o Festival começa a sua reta final! Chegou a hora de vermos a estreia de "The Testament of Ann Lee"! "The Testament of Ann Lee" é dirigido por Mona Fastvold, que acabou de vir de uma grande temporada de prêmios ao dividir o roteiro de "O Brutalista" com o seu parceiro Brady Corbet, e assim também ser indicada ao Oscar! Em "The Testament of Ann Lee", Mona escreve também com Brady, a história real de Ann Lee, a líder fundadora do movimento Shaker, que é proclamada como o Cristo feminino. Assim se estabelece uma sociedade utópica onde os Shakers adoram por meio de música e dança. O filme é protagonizado por Amanda Seyfried. O filme é tido como um musical, e é nesse ponto que Amanda mostra sua força. Com personagens coadjuvantes em "Mamma Mia" e "Os Miseráveis", agora finalmente a vemos como protagonista e ela entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira! Mas o filme no geral foi considerado um pouco estranho, talvez bagunçado e até mesmo longo demais. É um filme, e isso é repetido por muitas críticas, bastante corajoso. "The Testament of Ann Lee" estreia em Veneza com um burburinho de indicação para Amanda Seyfried. Talvez o filme não seja aceito tão bem pelo público, mas vai ser interessante ver o desenvolvimento desse musical ao longo da temporada. A narrativa é cuidadosamente equilibrada entre agonia e êxtase. Mas tudo só se mantém unido pela convicção inabalável que Seyfried confere ao seu personagem. O filme tem um ótimo tom, em grande parte graças à atuação de formidável comprometimento e emoção intensa de Amanda Seyfried — longe do terreno musical de "Mamma Mia!" ou "Os Miseráveis", mas totalmente no comando de seus dons — no papel-título. O filme às vezes parece um pesadelo de Lars von Trier, ou um filme de terror de Robert Eggers como A Bruxa, e às vezes parece um melodrama musical estranho, mas espetacular, da Broadway! Existem muitas semelhanças entre este e O Brutalista. Ambos são longos demais – embora Ann Lee seja, notavelmente, quase uma hora e meia mais curto que O Brutalista – e começam fortes antes de eventualmente se perderem no ato final. Mas ambos, com suas imagens extraordinárias, poder visceral e ambição quase imprudente, também exigem ser vistos e dissecados. A trilha sonora de Daniel Blumberg ("O Brutalista") é um grande destaque, com cordas exuberantes e cânticos cativantes para evocar a transcendência espiritual do movimento. As "canções" são cânticos de uma frase, com figurantes se contraindo como se estivessem em convulsão. A própria Seyfried canta, e ela tem uma voz linda. Os números de música e dança, e há muitos deles, são arrebatadores e os destaques claros. Dá vontade de dar uma medalha a Fastvold e Corbet só por coragem. Quem mais tentaria algo tão descarado? Não é só o filme ser uma declaração original, é que alguém, em algum lugar, realmente assinou o cheque. O milagre não é tanto o filme, mas sim o fato de ele existir.
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