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Quando Pablo Larraín anunciou que faria um filme biográfico sobre Maria Callas, é claro que o burburinho de Oscar começou.
Larraín se tornou um grande diretor de biografias intensas e complexas. Começando com "Jackie", sobre Jacqueline Kennedy, que indicou Natalie Portman ao Oscar; depois foi a vez de "Spencer", sobre a princesa Diana, que deu a primeira indicação ao Oscar para Kristen Stewart. Agora temos Angelina Jolie chegando na temporada com "Maria", e óbvio que já é esperado que essa indicação ao Oscar também venha. Larraín escolhe contar as últimas semanas de Maria Callas, que faleceu aos 53 anos de ataque cardíaco. Apenas com a necropsia foi descoberto que ela sofria uma doença degenerativa, que a fazia perder muito peso e deixava o coração mais fraco. E é em Angelina Jolie que o filme encontra toda a força. A atriz entrega uma atuação incrível, como há anos não a víamos fazendo. Já foi divulgado que ela aprendeu a cantar, para que o filme também tivesse sua voz, e esse acabou sendo uma atuação daquelas que marcam carreiras. O filme ainda encontrou muitos elogios técnicos, principalmente na direção de arte e figurino, a na fotografia de Lachman. O roteiro não foi tão elogiado, assim como o próprio resultado final do filme não causou tanto alvoroço. Mas podemos lembrar que "Jackie" e "Spencer" também dividiram opiniões. Então, Angelina Jolie vai em busca da sua terceira indicação ao Oscar! Angelina Jolie atinge o topo como a diva condenada Maria Callas no filme biográfico curiosamente sem vida de Pablo Larraín. Jolie é um par quase mágico para a verdadeira diva: dolorosamente magra, mas ainda bonita, caprichosamente gentil ou egoísta, na ponta dos pés perigosamente perto da loucura. O comprometimento da atriz com essa criação é óbvio a cada passo. Sabendo que Callas só ficava feliz quando estava no palco, ela aprendeu a cantar para o papel; a voz que ouvimos é uma mistura da própria Callas e Jolie. Angelina Jolie interpreta a diva em um passeio magnífico pelo culto de Callas. Jolie é uma pintura para ser admirada no drama opulento de Pablo Larraín. Com roteiro obstinado de Steven Knight, esta é a terceira parte da trilogia solta do diretor sobre mulheres ricas e quebradas, seguindo Jackie de 2016 e Spencer de 2021. Maria prova ser um caso mais afetado e egoísta, crucialmente mais cativo do culto ao grande artista. Angelina Jolie voa como a lenda da ópera Maria Callas! Espere prêmios de atuação e artes depois que o filme foi escolhido pela Netflix em sua estreia em Veneza. O filme é lindamente trabalhado, é claro, agraciado com visuais suntuosos do grande Ed Lachman. O diretor de fotografia captura em tons suaves outonais altamente evocativos do período e muda para preto e branco ou para cores granuladas para os muitos retiros de Callas na memória. Lachman, que foi indicado ao Oscar por seu trabalho de chiaroscuro de tirar o fôlego no último longa de Larraín, El Conde, filmou Maria usando uma mistura texturizada de 35 mm, 16 mm e Super 8 mm, junto com lentes vintage. A performance de Jolie é, em muitos aspectos, muito boa. Desde o momento em que ela aparece na tela, ela captura nossa atenção, interpretando Maria como uma mulher de artimanhas que é imperiosa, misteriosa, fundindo a força vital de uma diva genial com o fogo emocional pessimista de uma femme fatale. Jolie, pela primeira vez em anos, lembra que ela pode ser uma atriz mortalmente séria, de sutileza e poder de comando. No entanto, eu queria que Larraín e seu roteirista, Steven Knight ("Jackie", "Locke"), tivessem encontrado uma vulnerabilidade maior na personagem.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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