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Toronto segue para sua reta final! Toronto recebe a grande estreia de "Prima Facie", dirigido por Susanna White, que é uma diretora indicada ao Emmy por "Jane Eyre" e "Generation Kill". "Prima Facie" é adaptação de uma peça com o mesmo nome, que fala sobre uma advogada de defesa ambiciosa. Ela representa habilmente seus clientes, incluindo aqueles acusados de agressão sexual. No entanto, ela descobre que a lei não faz justiça depois de ser violada por um colega de trabalho. As expectativas do filme estão relacionadas principalmente a protagonista Cynthia Erivo. Esse é o primeiro filme da atriz depois de ter feito "Wicked". A peça original venceu os prêmios Olivier e Tony Awards, dois dos maiores prêmios do teatro, para a sua protagonista Jodie Comer. Não sabemos muito bem porque ela não retornou para a versão dos cinemas, mas parecia ser uma boa chance para Erivo. Mas o filme teve uma estreia bastante fraca. O texto que funciona muito bem como monólogo, não funcionou no cinema. Além da tentativa de colocar mais personagens, sem realmente que eles tenham força em tela. Cynthia tentou e entrega uma personagem interessante, com bons momentos, mas o filme se perde na adaptação, e acaba prejudicando toda a obra no fim. Cynthia Erivo assume o papel que consagrou Jodie Comer em uma adaptação desnecessária de uma história sobre estupro e retribuição, perdendo a força que a obra original possuía. Em 2022, Jodie Comer conquistou o mundo do teatro com o monólogo Prima Facie, de Suzie Miller, que ganhou prêmios Olivier pela produção do West End — incluindo o de Melhor Atriz para Comer, que repetiu o triunfo na Broadway e ganhou o Tony Award. Agora, por algum motivo, Comer não reprisou seu papel na versão cinematográfica, que foi expandida seguindo o estilo de dramas de tribunal mais convencionais. A roteirista Miller e a diretora Susanna White deixam para trás o palco minimalista e os pensamentos internos verbalizados pela advogada britânica de Comer, tentando manter a mesma ideia através do uso extensivo de narração em off com os pensamentos de Tessa, a personagem de Cynthia Erivo. É uma aposta que não reproduz o poder da produção teatral. Cynthia Erivo cativa, mas algo se perde nesta adaptação do teatro para o cinema! O filme apresenta agora uma narrativa nova e surpreendentemente convencional, o que talvez seja o seu maior ponto fraco. Erivo interpreta uma advogada que é forçada a confrontar o sistema em que antes confiava nesta decepcionante versão cinematográfica da célebre produção, e o roteiro exagerado deixa pouco espaço para as performances dispararem. Este drama jurídico sobre justiça social, dirigido por Susanna White, é um filme de mensagem pouco inspirador e monótono; seus esforços para conscientizar sobre a violência sexual contra mulheres são prejudicados por escolhas criativas óbvias demais e falhas de roteiro. Não adianta encobrir a enorme decepção que o filme acaba sendo.
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