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O Festival de Veneza terminou ontem, com premiação de melhor roteiro para o brasileiro "Ainda Estou Aqui", e vitória de Melhor Filme para Pedro Almodóvar! Mas, em Toronto, a coisa começa a esquentar.
Marielle Heller chega no festival com "Nightbitch", uma das apostas mais interessantes da temporada, que é protagonizado por Amy Adams. Na sinopse, o filme expõe as verdades absurdas e selvagens da maternidade, como uma comédia sombria que conta a história de uma mulher sem nome e ex-artista, empurrada para a vida doméstica após o nascimento de seu filho, que fica cada vez mais preocupada e convencida de que ela pode estar se transformando em um cachorro. Na verdade, a grande expectativa é que o filme possa finalmente, quem sabe, entregar um Oscar para Amy Adams. O primeiro trailer enganou, o filme parece algo estranho sobre Amy Adams se tornando um cachorro. Mas a crítica foi pega de surpresa, e adorou o filme! "Nightbitch" é um drama com elementos de horror, que tem muito a dizer sobre como as mães são marginalizadas e perdem suas carreiras e identidades. A atuação de Amy Adams foi chamada de ousada, feroz, esplêndida e uma performances mais marcantes de sua carreira. Então, será que teremos uma nova indicação e quem sabe enfim a vitória de Amy Adams? Brincando com elementos de horror corporal enquanto comenta sobre como as mulheres são marginalizadas depois que dão à luz, a escritora e diretora exala o mesmo estilo paciente e compassivo que ela trouxe para filmes anteriores. Perfeita na atuação como uma mãe exausta demais, Adams impulsiona o filme que às vezes desliza na superfície de uma história que parece angustiada e crua. A Searchlight Pictures (que também lidou com o indicado ao Oscar, Poderia Me Perdoar? da diretora) sem dúvida montará uma campanha de premiação para Adams, que se torna legitimamente animalesca em certos pontos. Os fãs do romance estarão a bordo, e as críticas calorosas devem ajudar a impulsionar para a tempora de prêmios. Adams é feroz e tocante. O filme é surpreendente doce, sábio e um brilhante tributo às mães! Adams, que também é produtora, simplesmente envolve esse papel, completamente crível e convincente como uma mãe no limite. Por algum motivo, fiquei pensando na comédia de 1970 Quando nem um Amante Resolve, que rendeu à estrela Carrie Snodgress uma indicação ao Oscar como uma mulher sob a influência de um marido exigente. Tem um pouco desse absurdo, mas esta versão do livro de 2021 de Rachel Yoder é mais firme. Adams, seis vezes indicada ao Oscar, sabe exatamente como fazer tudo funcionar, e ela o faz esplendidamente. Heller faz um trabalho excepcional por trás das câmeras. Pode até fazer você chorar. Já faz mais de meio século desde que Helen Reddy cantou, "Eu sou mulher, ouça-me rugir!", mas a fala continua sendo um mantra tão bom quanto qualquer outro para a performance principal feroz de Amy Adams em "Nightbitch", de Marielle Heller. Amy Adams dá uma de suas performances mais ousadas e estranhas! Nightbitch é sobre a natureza poderosa e transformadora da maternidade e o desejo de não se perder depois de começar uma família, mostrado por meio de uma das performances mais selvagens e ambiciosas de Adams, que sim, às vezes se transforma em um cachorro.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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