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Ao mesmo tempo em que ficamos de olho em Veneza, Telluride também começa os trabalhos. E o primeiro filme que estamos acompanhando é o novo de Mike Leigh! Mike Leigh é um grande diretor com 7 indicações ao Oscar! Filmes como "Segredos e Mentiras" e "O Segredo de Vera Drake", são muito queridos e até hoje comentados. Ele chega em Veneza com "Tender Loving Care", dito por ele mesmo que é o último filme de sua carreira. Mike enfrenta uma doença no sistema imunológico que ataca os músculos, então ele próprio disse que voltar a dirigir vai ser muito complicado. Ou seja, estamos aqui vendo o último trabalho de um grande diretor. O filme conta a história de duas amigas que começam a morar juntas. Ambas trabalham com serviço social, e lidam com o envelhecimento dos pais e os problemas cotidianos. Para quem não está acostumando, Mike Leigh realmente brilha pela simplicidade de suas histórias que chegam tão perto da realidade. Ele faz seus filmes num processo de imersão com os atores para a criação das personagens. E é aqui que sua protagonista, Kate O'Flynn, chama muita atenção. Kate acabou de ter sua primeira indicação ao Emmy com "O Segredo de Widow's Bay". Será que também vem sua primeira ao Oscar? A crítica elogiou muito o trabalho da atriz. Mas, ainda mais, a direção tão acertada de Mike Leigh. Se esse realmente for seu último filme na direção, Leigh se despede em grande estilo, falando sobre a vida, sobre o amor e a mortalidade, num filme extremamente sensível e complexo. Seria incrível ver Leigh de volta no Oscar com mais uma indicação. É uma joia delicada, sem pressa; e, se este acabar sendo o último filme de Leigh, como ele sugeriu, será uma despedida comovente e apropriada para um artista único na indústria cinematográfica. Os atores, como sempre acontece nos filmes de Mike Leigh, habitam seus papéis com um vigor cotidiano impressionante. Leigh não comete erros aqui; praticamente todas as cenas do filme funcionam bem. O estudo sensível e sutil de Mike Leigh sobre o amor e a mortalidade. Alice Bailey Johnson e Kate O’Flynn protagonizam um drama complexo e discretamente comovente sobre amizade, pais que envelhecem e a tristeza de vidas que seguem seu curso inexorável. Kate O’Flynn estrela o que pode ser o último filme de Mike Leigh, mas que acaba sendo um de seus melhores! Kate O’Flynn ilumina o estudo caloroso e sutilmente comovente de Mike Leigh sobre conforto e solidariedade! Se este acabar sendo o seu último trabalho, como o roteirista e diretor de 83 anos indicou, é uma maneira apropriada e discretamente poderosa de se despedir — uma espécie de "largada de microfone" feita com sutileza. O filme é caloroso e convidativo, repleto de risadinhas, fofocas e um humor ácido e gentil; é também comovente, com uma urgência atual fervilhando logo abaixo da superfície jovial. Kate O’Flynn surpreende no filme final de Mike Leigh — simples, porém profundamente comovente!
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