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Vamos desembarcar agora no Festival de Nova York!
Entre tantos filmes que foram adiados por causa das greves, os festivais acabaram tendo muitos lançamentos repetidos. Então, para Nova York, ficou a exclusividade do lançamento de "Foe". Baseado no livro de Iain Reid, autor de "Estou Pensando em Acabar com Tudo", que também assina o roteiro, a obra já foi lançada no Brasil como "Intruso", e agora vai chegar na temporada de prêmios como lançamento da Amazon Prime. O longa é dirigido por Garth Davis, conhecido principalmente por "Lion", que foi indicado a 6 Oscar incluindo Melhor Filme, e protagonizado por Paul Mescal e Saoirse Ronan, que fazem um casal num mundo distópico, onde o alimento é escasso. Vivendo juntos numa fazenda, e se alimentando do que eles mesmos plantam, a vida do casal entra desequílibrio quando um estranho aparece com uma proposta. O filme encontra sua força no casal principal com ótimas atuações, e no diretor de fotografia, Mátyás Erdély, que fez "O Filho de Saul", e entrega aqui outro grande trabalho! Mas, "Foe" foi comparado a um episódio fraco de "Black Mirror", onde nem tudo funciona. O filme é confuso, e a história tão bem escrita e tensa no livro, acaba se perdendo no roteiro. Paul Mescal e Saoirse Ronan não conseguem levantar a imitação chata do Black Mirror! Os dois protagonistas fazem o seu melhor aqui, mas nem eles conseguem extrair sentimentos suficientes desta ficção científica desolada. “Foe” é um filme de ficção científica distópico grandiosamente confuso. O problema do filme é que, quando você se depara com a surpresa e pensa no que assistiu, faz ainda menos sentido. No final, percebemos vagamente os contornos de uma mensagem, embora não seja exatamente profunda. O filme é salvo até certo ponto pelo comprometimento incansável de Ronan e Mescal, suando em um ambiente sufocante tanto física quanto psicologicamente. Mas o roteiro fica tão exagerado que acaba com qualquer conexão emocional com eles. Os visuais impressionantes de Foe não podem salvá-lo de suas irregularidades esmagadoras. A adaptação cinematográfica do material original deveria proporcionar uma experiência envolvente, mas em vez disso perde sua essência na busca de Davis para estabelecer seu estilo visual pessoal. O resultado é um filme afogado em aspirações insuficientemente concretizadas e num tédio narrativo agressivo, quando o foco deveria estar na forma como as alterações climáticas podem mudar as pessoas para melhor ou para pior.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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