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No sexto dia temos "Moulin", que marca a volta de Nemes em Cannes. Temos também uma atuação boa de Adèle Exarchopoulos com "Another Day". E por fim, "Hope" divide a crítica, sendo extremamente amado pelas suas grandes cenas de ação e loucura visual, ou simplesmente odiado. "MOULIN"Laszo Nemes chega em Cannes com uma tarefa complicada. Ele já lançou alguns filmes depois e nunca conseguiu superar o sucesso e o grande acerto que foi "O Filho de Saul", vencedor do Oscar 2016 de Filme Internacional e premiado em Cannes. O filme conta a história de Jean Moulin, que une os combatentes da resistência francesa sob o comando de De Gaulle após cair de paraquedas na França ocupada. Capturado e torturado pelo chefe da Gestapo, Klaus Barbie, seu silêncio inabalável ajuda na libertação da França. Ainda na sombra de o ousado "O Filho de Saul", aqui Nemes parece ter se aproximado mais do sucesso. Técnicamente o filme foi muito elogiado, mas perde a força e se torna convencional e semelhante a boa parte das biografias. O protagonista Gilles Lellouche teve bons elogios e o filme teve uma boa média nas notas. Pela temática e por falar de um herói francês, talvez consiga algo em Cannes, mas ainda assim, fica abaixo do grande clássico do diretor. O drama de László Nemes sobre o herói da resistência é arrepiante, comovente e surpreendentemente convencional! Uma história de tortura e fragilidade humana que perde o fôlego muito antes de seu mártir central. Moulin oferece uma produção artística de primeira classe a serviço de nos levar às profundezas do inferno moral. Gilles Lellouche impressiona como protagonista! É um filme belamente produzido, repleto de detalhes de época precisos, mas, fora isso, não se distingue de muitas cinebiografias solenes e rigorosas que o precederam. O filme anterior forjou uma nova gramática visual para representar o indizível, mantendo o foco sempre em um close no rosto do protagonista. Esta nova obra acompanha um agente de poucas palavras que passa longos períodos sozinho em cena. Ambos se desenrolam como sagas imersivas e claustrofóbicas de prisão, iluminadas pela faísca da resistência. "ANOTHER DAY"A diretora Jeanne Herry estreia em Cannes com "Another Day". Mas todos os olhos estão em sua protagonista, a querida do festival, Adèle Exarchopoulos. Adèle faz o papel principal como Garance, uma jovem atriz, mas não uma estrela. Ela gerencia as coisas da melhor maneira possível, encontrando combustível e conforto no álcool. Ao embarcar em uma jornada de oito anos de mudanças de vida, ela bebe cada vez mais. Até que a morte pareça iminente. Adéle mais uma vez entrega uma ótima atuação, e ainda acerta em cheio pela temática naturalista do filme. Mas o filme não teve notas tão boas. É chamado de didático, educativo e superficial. Parece que apenas Adèle realmente entrega algo mais forte por aqui. Adèle Exarchopoulos é o coração pulsante do estudo naturalista de Jeanne Herry sobre o alcoolismo. Este é um estudo fascinante de realismo psicológico. Adèle Exarchopolous rouba a cena! Infelizmente, porém, esta história de uma jovem tentando sair de uma espiral de morte alcoólica — como sua heroína, que dá nome ao filme — nunca parece saber para onde está indo. Adèle Exarchopoulos entrega tudo em um retrato rico, porém frágil, do alcoolismo. Este é um drama muito superficial e insatisfatório, cuja ingenuidade essencial se torna evidente quando a protagonista é forçada a confrontar a crise em sua vida. Apesar desse tom educativo intermitente (que enfraquece especialmente o final), Adèle Exarchopoulos oferece uma atuação discreta e profundamente realista no elegante drama sobre alcoolismo de Jeanne Herry. Adèle Exarchopoulos está fantástica, mas o filme é convencional e previsível. "HOPE"Desde quando anunciado em Cannes, "Hope" esteve no topo da lista de filmes mais aguardados. O diretor coreano Na Hong-jin chega no festival com o seu filme mais ousado. "Hope" conta sobre diferentes histórias em uma pequena cidade que está sendo invadida por criaturas desconhecidas. O filme dividiu a crítica: alguns dizem que é o maior filme de ação desde "Mad Max: Estrada da Fúria", outros dizem que o filme é longo, com péssimos efeitos e roteiro ruim. Com o público, o filme foi aplaudido por quase 7 minutos. O tempo maior de Cannes até agora. Muito odiado ou extremamente amado, "Hope" parece ser o grande filme de Cannes, e esse tipo de atenção é sempre muito bom! Batalhas alienígenas ininterruptas e insanas são entretenimento de primeira qualidade! A confusão de Na Hong-jin, com corridas, perseguições e gritos contra os invasores furiosos, é uma diversão hilariante, misturando efeitos digitais com espetáculo à moda antiga. O magistral filme de monstros de Na Hong-jin transita entre ação, terror e ficção científica! É uma aventura de ação enxuta e intensa, começando com uma das melhores sequências estendidas da memória recente e mantendo essa energia pelo máximo de tempo possível. O blockbuster de monstros de Na Hong-jin é arruinado por um roteiro terrível e alguns dos piores efeitos especiais desde ‘O Retorno da Múmia’. Um monstro aterroriza uma cidade portuária coreana em uma decepcionante produção épica que começa em alta, mas perde o fôlego rapidamente. O filme de monstros de Na Hong-jin, longo demais, é uma explosão de humor obsceno, efeitos especiais ruins e ação brilhante! Este filme será conhecido como um dos maiores filmes de ação do século XXI. Algumas das cenas de ação são simplesmente de tirar o fôlego. Eu não sentia tanta emoção assistindo a sequências de ação desde que "Mad Max: Estrada da Fúria" foi exibido em Cannes há 10 anos.
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