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Vamos de segundo dia de Cannes! Em competição, "Nagi Notes" estreia com um burburinho positivo para prêmios e "A Woman's Life" coloca Léa Drucker como um nome forte para o prêmio de Melhor Atriz. "NAGI NOTES"Com o diretor japonês Kôji Fukada, abrimos a competição de Cannes com o filme "Nagi Notes". Essa é a segunda vez de Kôji em Cannes, a primeira foi em 2016, quando venceu o Prêmio do Júri da Un Certain Regard com "Harmônio". O filme é situado na zona rural de Nagi, província de Okayama, e acompanha a escultora Yoriko, carregando uma perda não curada, cuja vida tranquila é interrompida quando a amiga Yuri, uma arquiteta residente em Tóquio/Taiwan, chega como modelo para seu trabalho. O cinema de Kôji é calmo, observador. As notas são boas, mas é um filme para quem gosta de um cinema reflexivo e sem grandes viradas. O filme conta a história dessas mulheres e como a arte as aproxima. Com boas atuações e um roteiro muito elogiado, vamos ficar de olho, pois já temos um candidato a prêmios por aqui. O filme marca o retorno do diretor à forma de seu sucesso de 2016, com a precisão na construção dos personagens e o equilíbrio entre a sinceridade emocional e o silêncio reflexivo em seu roteiro primorosamente elaborado. A paciência costuma ser uma virtude no cinema de Fukada, e certamente é necessária no início, já que o filme leva seu tempo para desvendar as principais conexões entre os personagens, enquanto a natureza de certos relacionamentos precisa ser inferida por meio de expressões faciais e linguagem corporal. O que poderia ter sido um drama melodramático é narrado com contenção poética e sutileza por Kôji Fukada! É um filme modesto que encanta pela sutileza e discrição e, apesar da simplicidade da sua premissa, planta sementes de reflexão que continuam a germinar muito depois de chegar ao seu destino final. O filme celebra a criatividade e as conexões emocionais forjadas pela arte. Mas Nagi Notes é discreto em seus temas e, por vezes, delicado quase em excesso. O filme oferece uma homenagem cuidadosamente elaborada ao aconchego comunitário, à beleza fortuita e à forma orgânica da vida rural no Japão contemporâneo. "A WOMAN'S LIFE"A diretora francesa Charline Bourgeois-Tacquet, chega em Cannes pela terceira vez, a segunda em competição. O filme fala sobre Gabrielle, uma cirurgiã de cinquenta anos, que está se questionando sobre amor, desejo, envelhecimento, tudo no contexto de uma crise hospitalar, quando uma jovem romancista chega para vê-la trabalhar para um livro que está escrevendo. "A Woman's Life" é protagonizado por Léa Drucker, vencedora de 2 prêmios César, o grande prêmio de cinema da França. Inclusive, ela é a atual vencedora do prêmio de Melhor Atriz por "Caso 137". O filme teve notas medianas, mas todos os olhos estão em Léa, que carrega o filme praticamente sozinha. Inclusive, ela é chamada de Melhor Atriz francesa da atualidade! Provavelmente, o longa não vai ter forças para o prêmio principal, mas Léa, como atual vencedora do César, é um nome muito forte para o prêmio de Melhor Atriz! Estudo de personagem fabuloso que vai além do que promete, graças à atuação magnífica de Léa Drucker! Léa Drucker consolida seu status como uma das melhores atrizes da França! Léa Drucker oferece uma atuação brilhante como uma cirurgiã cuja vida já caótica se complica ainda mais! Léa Drucker brilha em retrato comovente de uma médica que salva vidas enquanto tenta preservar a sua própria! Este é um drama francês maduro que pertence completamente a Drucker, que domina todas as cenas. Uma Lea Drucker dinâmica impulsiona o drama contido!
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