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No oitavo dia, em competição temos dois nomes de peso: Jafar Pahani e Mario Martone! E na Un Certain Regard, uma estreia de peso na direção: Scarlett Johansson lança o seu primeiro filme! "IT WAS JUST AN ACCIDENT"Jafar Panahi é um cineasta gigante! Essa é a sua quinta vez em Cannes, onde seu melhor festival foi em 2018 quando venceu o prêmio de Roteiro por "3 Faces". Ele já venceu os prêmios principais em Berlim, Veneza e Locarno. Será que chegou a hora de Cannes? Alguns pontos ainda são importantes de lembrar. Panahi é do Irã, e já foi preso inúmeras vezes por causa de seus filmes. Inclusive, esse é o primeiro filme desde 2006 que ele não faz escondido, e também é o primeiro filme após um tempo na prisão. O filme aborda de forma fictícia a história de pessoas da classe trabalhadora que foram injustamente encarceradas e buscam vingança contra o guarda que as torturou e repreendeu. Panahi diz ter baseado em algumas das coisas que ele ouviu na prisão. A estreia foi muito boa, e temos de verdade aqui um concorrente para a Palma de Ouro, inclusive pela força política que isso pode trazer. Panahi ficou 15 anos sem conseguir pisar em Cannes, e essa passagem vai ser comemorada. Jafar Panahi nos leva a uma viagem de pesadelo por uma terra de subornos e brutalidade. Um encontro infeliz com um cachorro desencadeia uma série de eventos surreais e grotescos que expõem a corrupção e a tirania no coração do Irã. Após ser censurado e preso diversas vezes, o diretor apresentaum poderoso dilema moral para aqueles que o Irã tratou injustamente. O primeiro filme do diretor iraniano Jafar Panahi desde sua prisão é sobre vingança, mas também encontra humor e humanidade! Um thriller moral de tirar o fôlego! Um drama tenso e intrincadamente construído sobre os traumas sofridos por dissidentes políticos e outros oponentes do poder, sejam eles diretores renomados como ele ou apenas cidadãos comuns da classe trabalhadora. "FUORI"O cineasta italiano Mario Martone chega pela quarta vez em Cannes. Mesmo com um ótimo currículo, ele nunca foi premiado no festival. Dessa vez, seu filme é "Fuori", que conta a história da escritora Goliarda Sapienza após sua obra-prima – na qual trabalhou por uma década – ter sido rejeitada pelo mundo editorial italiano. Goliarda decide, então, num ato desesperado e sem precedentes, cometer um roubo de joias. O crime custa caro para sua reputação e status social. Encarcerada na maior prisão feminina da Itália, ela passa a conviver ao lado de prostitutas, dependentes químicas e revolucionárias. Goliarda é feita por Valeria Golino, atriz e diretora italiana, que inclusive recebeu ótimas críticas pelo filme. Mesmo "Fuori" recebendo notas medianas, Valeria chama toda a atenção, em um grande papel que lhe coloca diretamente na disputa pelo prêmio de Melhor Atriz! O filme repetitivo e tediosamente não linear de Martone tenta algo mais impressionista e expansivo, com resultados emocionalmente abafados e, às vezes, estranhamente exploratórios. Valeria Golino brilha na homenagem de Mario Martone à escritora italiana independente Goliarda Sapienza. Valeria Golino exala humanidade na cinebiografia revigorante de Mario Martone! Um filme biográfico sobre Goliarda Sapienza que não lhe faz justiça. A história desta icônica atriz e escritora italiana merece ser contada com mais profundidade do que isso. Fuori é uma história às vezes envolvente e às vezes autoindulgente. "ELEANOR THE GREAT"Depois de Kristen Stewart, temos Scarlett Johansson também estreando na direção na Un Certain Regard! Ao lado da ótima June Squibb, Johansson conta a história de Eleanor, que se muda para Manhattan para morar com a filha e o neto. Ela se vê embarcando em uma espécie de odisseia em busca de conexão — com resultados às vezes chocantes. Ao se juntar inadvertidamente a um grupo de sobreviventes do Holocausto, Eleanor se lembra da experiência angustiante de sua falecida amiga Bessie enquanto crescia na Polônia ocupada pelos nazistas. June Squibb foi muito elogiada, e segue com um caminho interessante para a temporada de prêmios. Legal também é que a direção de Johansson foi percebida e destacada como cheia de acertos, sendo um ótimo filme de estreia! June Squibb é discretamente poderosa e tocante como uma mulher de 94 anos presa em uma mentira na impressionante estreia de Scarlett Johansson na direção! A estreia de Scarlett Johansson na direção, com roteiro de Tory Kamen, é honesta e bem interpretada – notavelmente pela estrela do filme, June Squibb, de 95 anos. June Squibb se tornou a versão feminina de Alan Arkin. Ela tem 95 anos, mas na tela ela entrega suas tiradas com o timing perfeito de uma pessoa idosa cuja percepção do mundo é atemporal em sua alegria de contar a verdade e explodir bombas. Scarlett Johansson arranca aplausos e lágrimas na estreia em Cannes! June Squibb brilha na estreia discreta, mas eficaz, de Scarlett Johansson na direção!
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