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No sétimo dia, temos fora de competição Spike Lee, fazendo um novo filme com Denzel Washington. Julia Ducournau volta a Cannes depois de vencer a Palma de Ouro com "Titane", e o cineasta Tarik Saleh fecha a sua trilogia sobre o Cairo. "EAGLES OF THE REPUBLIC"Tarik Saleh chega pela segunda vez em Cannes. A primeira foi em 2022, onde venceu o prêmio de roteiro por "Garoto dos Céus". Tarik finaliza com "Eagles of the Republic" o que ele chama de trilogia Cairo. O filmecompanha o adorado e famoso ator egípcio George El-Nabawi que, da noite para o dia, cai em desgraça com as autoridades do país. Pressionado para fazer um filme comissionado pelo governo, George não vê a proposta com bons olhos, mas, relutante, acaba aceitando com medo de perder tudo. A mistura de cinema com política e a forma como a propaganda é utilizada como manipulação, são amplamente discutidas no filme, que teve boas notas. Sendo considerado um bom thriller político, o filme ganha força ainda por Tarik ser proibido de entrar no Egito por causa de seus filmes, sob pena de ser preso. Mesmo assim, ele manteve o plano de finalizar a trilogia, e falar sobre corrupção e o abuso do poder no país. Um thriller político preciso que começa com muito mais humor do que o visto anteriormente em suas obras, mas rapidamente aumenta a tensão para um clímax devastador. Um olhar sombrio e divertido sobre uma filmagem disfuncional que se transforma em um thriller conciso. Divertido e perspicaz, além de sombriamente engraçado em sua primeira metade! O diretor egípcio-sueco usa o cinema como lente para observar um de seus temas favoritos: a corrupção do poder e a descida moral escorregadia que ela acarreta. Terceiro filme da trilogia Cairo, o filme se interessa menos pelo processo de produção do que pelos cálculos por trás dele, e menos pelas estrelas do que por seu uso em propaganda. "Eagles" não tem o impacto emocional que se espera. Mas você acredita que tudo o que Saleh retrata pode ou irá acontecer, e isso já é uma conquista por si só. "ALPHA"Julia Ducournau venceu a Palma de Ouro anos atrás com o polêmico "Titane", agora, seu próximo filme chega em Cannes com expectativas. A trama gira em torno da personagem-título, uma adolescente problemática de 13 anos que vive com sua mãe solteira. Segundo a sinopse de Cannes: "O mundo delas desmorona no dia em que ela volta da escola com uma tatuagem no braço." O filme parece ter a intenção de ser uma alegoria da AIDS, retratando um vírus transmitido pelo compartilhamento de agulhas e fluidos corporais. Embora um toque de horror corporal seja adicionado, com a pele dos infectados se transformando em mármore, o filme é principalmente um drama surreal. "Alpha" dividiu opiniões. Sendo chamado de pior filme em competição até o momento! Curiosamente, nas sessões de público aberto, o filme tem ido muito bem. Parece seguir a linha de "Titane", e parte do público vai amar com a mesma força que parte do público vai odiar! Estridente, opressivo, incoerente e estranhamente sem sentido do início ao fim... O novo filme de Julia Ducournau, Alpha, deve ser a decepção mais desconcertante da competição de Cannes deste ano; nem mesmo uma atuação principal honesta de Mélissa Boros consegue recuperá-la. "Alpha" é um fracasso insuportável! Um filme tão propenso quanto Titane a dividir o público entre deslumbrados e enojados. A diretora vencedora da Palma de Ouro retorna à competição de Cannes com uma reflexão confusa sobre uma pandemia anterior, desperdiçando os talentos dos atores principais Golshifteh Farahani e Tahar Rahim. Surpreendentemente original e exageradamente tedioso! "HIGHEST 2 LOWEST"Denzel Washington foi surpreendido em Cannes com uma Palma de Ouro por toda a sua carreira! Entregue pelas mãos de Spike Lee, o prêmio marcou a estreia de "Highest 2 Lowest", que está fora de competição. Estrelado por Denzel Washington, Jeffrey Wright, A$AP Rocky e Ilfenesh Hadera, o thriller policial inspirado em Akira Kurosawa recebeu uma ovação de seis minutos em sua estreia mundial. O filme uma releitura moderna do clássico de 1963 de Kurosawa, "High and Low", baseado no romance de Ed McBain. Enquanto o original acompanha um executivo de uma empresa de calçados que se torna vítima de extorsão quando o filho de seu motorista é sequestrado por engano e mantido refém, o novo filme, ambientado na Nova York contemporânea, mostra um magnata da música interpretado por Washington lidando com uma trama semelhante. E as críticas foram boas, chamando de um ótimo novo filme de Spike Lee, e de talvez o papel mais interessante de Denzel em anos! Pena que o longa não está em competição, mas não deixa de ser um nome forte para o Oscar. Spike Lee fez um filme ousado sobre uma cidade grande com esta vibrante aventura nova-iorquina que funciona como uma carta de amor aos esportes e à música de Nova York. O drama de sequestro inspirado em Kurosawa, de Spike Lee, não é tanto um remake, mas sim um manifesto. Denzel Washington interpreta um magnata da música que enfrenta uma série de grandes escolhas morais em um filme cujo terceiro ato sensacional justifica com folga o que poderia ter parecido uma atualização desnecessária. Denzel Washington e Spike Lee se reencontram em thriller deslumbrante! Como acontece na maioria dos filmes de Lee, este tem uma trilha sonora soberba e emocionante de Howard Drossin que realmente traz a essência de Nova York. A cinematografia afiada de Matthew Libatique também mostra a cidade de Nova York em todo o seu potencial. E Denzel achou um ótimo papel! Spike Lee retorna com uma interpretação divertida e otimista de um dos filmes mais sombrios de Akira Kurosawa. Denzel Washington entrega sua atuação mais imponente em telas em anos como um magnata da música que acredita que seu filho foi sequestrado.
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