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Chegamos ao terceiro dia de Cannes! Primeiro, "Dossier 137" é um filme policial sobre uma investigadora lidando com um caso complicado. E então, "Sirat", é a jornada de um pai em busca de sua filha, acompanhado apenas de seu outro filho, em uma jornada alucinante pelo deserto. "DOSSIER 137""Dossier 137" chega com polêmicas, que podem logo de cara prejudicar a temporada do filme. Thierry Freumax, diretor de Cannes, vetou a participação do ator Théo Navarro do Festival, por ter 3 acusações de violência sexual. O próprio Freumax disse em entrevista que o processo contra Théo ainda está em aberto, e que por isso ele está proibido de participar de Cannes. O longa é dirigido por Dominik Moll, e fala sobre uma policial que investiga denúncias contra outros policiais. Na história, manifestações dos 'gilets jaunes' (ou os coletes amarelos) de 2018, quando 300 mil trabalhadores protestaram pelas ruas de Paris. Muitos voltaram para casa feridos. Protagonizado por Léa Drucker, é importante falar que talvez esteja aqui o primeiro nome para concorrer pelo prêmio de Melhor Atriz em Cannes. Todas as críticas simplesmente falam sobre o grande trabalho dela. Mesmo não sendo um filme excelente, e tendo uma direção um pouco vacilante, Léa entrega um grande trabalho e, assim como os dois filmes de ontem, já eleva o nível, se tornando o parâmetro da disputa! Léa Drucker soberba no drama policial sóbrio de Dominik Moll! Lea Drucker tem uma atuação maravilhosa como uma servidora pública dedicada e determinada a encontrar os policiais que feriram gravemente um homem inocente de 20 anos. A direção de Moll às vezes pesa um pouco demais, mas a atuação de Drucker fornece à história sua crucial carga emocional. A grande Léa Drucker está — este ano — provando que pode interpretar adultos contidos e responsáveis. Em "Adam's Sake", a estreia da Semana da Crítica de Laura Wandel, ela interpreta uma enfermeira pediátrica que lida com um caso de possível abuso parental. Como Stéphanie, ela convence como uma profissional focada e inteligente, com um charme natural que disfarça o desinteresse do roteiro por sua vida interior. Pena que o filme tenha poucos lampejos de vitalidade. O fascinante filme policial de Dominik Moll coloca o policial bom e o policial mau em lados opostos. Léa Drucker está soberba como uma inspetora obstinada que investiga um caso flagrante de má conduta da polícia de choque neste filme extremamente eficaz da competição de Cannes. Um exame perfeitamente bom, mas não imperdível, da brutalidade policial! "SIRAT"O diretor francês Óliver Laxe chega pela quarta vez em Cannes! O curioso é que nas 3 passagens anteriores ele saiu premiado. A primeira foi em 2010 com "Todos Vós Sodes Capitáns", que venceu o prêmio FRIPESCI da crítica especializada. Depois, em 2016, "Mimomas" venceu o Grande Prêmio da Semana da Crítica. E em 2019, "O Que Arde" venceu o prêmio do Júri da Un Certain Regard. Em "Sirat", ele faz o filme que parece ser o mais arriscado e ousado de sua carreira. O filme tem a história de um pai em busca da filha no deserto e, além do filho, ele tem como companhia uma caravana em busca de uma rave, enquanto o fim do mundo se aproxima com a terceira guerra mundial que acabou de chegar. Tão curioso quanto a sinopse propõe, o longa foi chamado de único, excêntrico, bizarro, cult, muito ousado e um golpe emocional para qual o público não está preparado! Esse é um daqueles casos onde tudo depende da visão do júri. Anos atrás, "Titane" venceu a Palma de Ouro, mas suas notas nunca foram muito boas e o filme teve algumas críticas muito pesadas. Ou seja, em "Sirat" temos uma grande incógnita. O filme pode sair sem prêmios e talvez desaparecer depois de Cannes, ou levar algum prêmio e ter uma temporada interessante. Óliver Laxe estreia na Competição do Festival de Cinema de Cannes com um filme que, sem dúvida, se encaixaria melhor em um dos espaços da Meia-Noite do festival. Parte road movie existencial, parte ficção científica apocalíptica que começa com um estrondo, mas termina em um tom curiosamente menor. Uma viagem tensa e insana de Oliver Laxe por um Purgatório no Deserto! Desafiando todas as leis conhecidas da narrativa e do gênero, o diretor evoca uma visão brilhantemente bizarra e cult da psicologia humana testada ao limite. Nos golpeia emocional e psicologicamente de maneiras que não podemos prever e que pouco merecemos. Para ser claro: este é um aviso severo e um grande elogio. Poucos filmes conseguem despertar seu instinto de fuga enquanto te prendem à cadeira. Laxe mantém uma tensão crescente ao longo do filme, embora com um efeito frustrantemente inconclusivo e um pouco à custa das satisfações dramáticas convencionais, mas a ousadia da empreitada atrairá fortemente os cinéfilos ávidos por filmes que assumam riscos reais após sua estreia em Cannes. É um filme lindo (Pedro Almodóvar é produtor) repleto daquelas tomadas de paisagens sem pressa que o diretor tanto ama. Mas a mensagem do filme pode ser punitiva e, às vezes, estranhamente confusa. É ambicioso, para dizer o mínimo, mas uma virada na parte final, em dois terços do filme, e como o filme muda de ângulo tão repentina e bruscamente, são quase desestabilizadores demais para acompanhar o último ato. Laxe busca chocar o público e, nisso, consegue, mas o produto final sofre como resultado.
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