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Na reta final do festival, temos apenas dois filmes no décimo dia. O cinema chinês e o cinema iraniano chegam em Cannes! "WOMAN AND CHILD"O cineasta iraniano Saeed Roustayi volta para Cannes depois de ter vencido o prêmio Fripesci em 2022 com "Baradaran-e Leila". Seu novo filme acompanha Mahnaz (Parinaz Izadyar), uma enfermeira viúva de 40 anos que está prestes a se casar novamente; ela também convive com seu filho rebelde, Aliyar (Sinan Mohebi), que foi suspenso da escola. As tensões familiares atingem o ápice durante uma cerimônia de noivado com seu pretendente, Hamid (Payman Maadi), e um trágico acidente ocorre. Seu filme anterior resultou em uma sentença de seis meses de prisão e uma proibição de filmagem de cinco anos para Roustaee, imposta pelo regime islâmico. A estrela do filme, Taraneh Alidoosti, foi condenada a cinco anos de prisão após publicar uma foto sua sem o hijab. Em ambos os casos, as sentenças foram eventualmente suspensas. De acordo com o festival de Cannes, para esse filme Roustaee cumpriu certas restrições, mas afirma que não fez um filme de propaganda, mas sim um filme sobre resistência social. As críticas foram mistas, exatamente por parecer seguir um modelo mais clássico, ao invés dos filmes anteriores que tinham mais força e transgressão. As boas notas foram para a atriz Parinaz Izadyar, que entrega um grande personagem! Um filme estranho, triste e sombrio do diretor iraniano Saeed Roustaee. Esta é uma história sobre a aleatoriedade da vida na cidade grande, uma convulsão melodramática de luto, raiva e dor que tem um toque de novela em sua sucessão de crises crescentes. O quarto longa de Saeed Roustaee é um revés para o talentoso jovem diretor iraniano, que defende os direitos das mulheres, mas mostra uma mãe cujas decisões precipitadas inevitavelmente pioram a vida de todos os envolvidos. Em vez de afinidade, o público provavelmente sentirá confusão. A atuação poderosa de Parinaz Izadyar em melodrama iraniano é candidata ao prêmio de Melhor Atriz em Cannes! Parinaz Izadyar apresenta uma atuação impactante em um drama implacavelmente doloroso! "RESURRECTION"Bi Gan voltou ao Festival de Cinema de Cannes com seu novo filme, Ressurreição, após sua participação em Un Certain Regard, "Longa Jornada Noite Adentro", em 2018. A estreia mundial do mais recente filme do cineasta chinês recebeu uma ovação de sete minutos no Grand Thèâtre Lumière. Yee Jackson, Shu Qi e Yan Nan estrelam o filme, que se passa, pelo menos em parte, em um mundo onde a humanidade perdeu a capacidade de sonhar (e, portanto, de viver para sempre). Há quem se rebele contra isso vivendo apenas em um mundo de sonhos. O filme, que pareceu obter uma resposta morna na sala — ou talvez o público estivesse cansado após seus 155 minutos de duração — foi exibido na noite de quinta-feira, na penúltima noite do festival. As notas foram médias. A crítica também sentiu o tamanho do filme, sendo chamado de cura para insônia, mas também tem quem gostou, chamando de ousado, ambiocioso e visualmente incrível. Será que um filme tão aberto vai ter chances? Ainda mais sem ter conquistado o público... Um teste de resistência ou um cinema imaginativo que desafia fronteiras? Você decide! Dizer que este filme é impenetrável é um eufemismo. Por longos períodos, parece que o quarto filme do experimentalista chinês Bi Gan foi projetado para nos isolar de nossos próprios cérebros, forçando-nos a navegar pela lama melosa da incompreensão entediante em meio à suspeita persistente de que, afinal, não somos tão cinéfilos assim. Repleto de cenários e efeitos deslumbrantes, e abordando diversos gêneros e estilos, é uma jornada às vezes exaustiva – especialmente quando lutamos para nos envolver com um elenco mutável de personagens enraizados em lugares, história, lendas e religiões chinesas. Mas também é memorável e emocionante. O novo filme de Bi Gan em Cannes é ousado e ambicioso, visualmente incrível, psicodélico e atordoante em sua acolhida à alucinação e ao significado exacerbado do irreal e do onírico. O cenário dos sonhos de Bi Gan é a cura perfeita para a insônia! Um filme maravilhosamente maximalista de ambição opulenta que, na verdade, são cinco ou seis filmes, cada um ao mesmo tempo lúdico e peculiar, e parte de uma elegia melancólica e abrangente ao sonho do cinema do século XX e às vidas que vivemos nele.
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