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Faltam apenas 4 dias de competição, e o Festival de Cannes começa sua reta final.
O oitavo dia de Cannes conta com três filmes em competição: "Anora", "Marcello Mio" e "Parthepone". "MARCELLO MIO"
Christophe Honoré é um velho conhecido de Cannes, sendo essa a sua sexta estreia no Festival.
Entre seus filmes, ele é conhecido principalmente por "A Bela Junie", "Em Paris" e o musical "As Canções do Amor". Seu novo filme é curioso: Chiara é atriz e filha de Marcello Mastroianni e Catherine Deneuve. Durante um verão, ela perturbada com a sua própria vida, diz a si mesma que preferiria viver a vida do seu pai do que a própria vida. Decidida, ela passa a se vestir como ele, falar como ele, respira como ele e ela faz isso com tanta frequência que as pessoas ao seu redor acabam entrando nessa perturbação dela e passam a chamá-la de Marcello. O filme, que não é um documentário, mas coloca diversos atores e famosos interpretando a si mesmos, e faz muitas piadas específicas sobre o próprio meio francês, e que provavelmente não vai funcionar para qualquer outra pessoa que for assistir despretensiosamente. Com uma atuação elogiada de Chiara, o filme é uma homenagem bonita a Mastroianni, e deve encantar os fãs de longa data do ator. Mas é complicado alcançar um público mais amplo. Salvo pela maravilhosa atuação principal de Chiara Mastroianni, interpretando uma versão de si mesma. Apresentando um bando de celebridades francesas como eles próprios, a fraca participação de Christophe Honoré na Competição de Cannes foi provavelmente mais divertida de fazer do que de assistir. Chiara Mastroianni se transforma em seu pai na homenagem sincera, embora tediosa, de Christophe Honoré ao cinema. Todo arrumado e sem ter para onde ir, “Marcello Mio” usa o protagonista como adereço de nostalgia e substituto para esta ou aquela homenagem a Fellini. Mas é um filme de ponto de encontro, uma caça aos easter eggs. "PARTHEPONE"
Vencedor do Oscar para a Itália pelo filme "A Grande Beleza", as expectativas sempre são boas para os novos filmes de Paolo Sorrentino. Principalmente quando ele volta a gravar na Itália.
O filme conta a história de Parthepone que, na mitologia grega, é a sereia que, após não conseguir atrair Ulisses com suas canções, se jogou no mar e se afogou. Seu corpo apareceu em uma rocha simbólica na cidade no sul do país. Baseado nisso, Paolo conta a história de vida de uma mulher muito bonita, os homens que ela conhece, a sua vida na Itália e, como tem sido nos filmes dele, com muitas homenagens ao cinema. O diretor trouxe Gary Oldman para o filme, e a estreante Celeste Dalla Porta. Mas, de acordo com a crítica, por mais que o elenco muito se esforce, dessa vez Paolo não acertou. O filme foi chamado de vazio e desinteressante. Mais uma bela carta de amor a Nápoles, mas apenas visualmente. Gary Oldman não pode salvar esta carta de amor totalmente vazia para Nápoles. O filme de Paolo Sorrentino sobre a vida vazia e frívola de uma bela mulher é esteticamente agradável – mas no final das contas equivale a quase nada. Parthenope é apenas um longo filme feito por um homem de meia-idade que quase enlouquece tentando imaginar como seria a vida de uma mulher incrivelmente bonita. É um mistério que atormenta os artistas masculinos desde que sonharam em possuir a beleza de suas musas. Há muito para apreciar em Parthenope, o segundo hino agridoce consecutivo de Paolo Sorrentino à sua cidade natal, Nápoles. Pelo menos por um tempo, antes que o excesso disso tome conta e o personagem central deixe de ser interessante. Celeste Dalla Porta apresenta uma atuação sedutora como tema homônimo do filme, uma mulher de uma beleza tão estonteante que as pessoas param e olham. Seu fascínio é praticamente perturbador, uma ideia que a câmera incorpora ao apresentá-la através de vistas simétricas e imaculadas que aparecem de repente. "ANORA"
Sean Baker é um diretor americano muito interessante, que chamou a atenção uns anos atrás com o excelente "Projeto Flórida".
Pela segunda vez em Cannes, agora ele estreia com "Anora", que conta a história de uma dançarina erótica num clube de Nova York, que conhece Vanya, um jovem de 21 anos da Rússia, que acaba se apaixonando por ela. Mas os capangas dos pais de Vanya resolvem fazer de tudo para anular o casamento. O filme é protagonizado por Mikey Madison, conhecida principalmente por "Era Uma Vez em... Hollywood". E as críticas a ela são muito boas! Aliás, o filme teve apenas notas positivas, que enaltecem o trabalho de Sean Baker e a grande atuação de Mikey. Mais uma vez o diretor coloca seu filme em algum lugar entre drama e comédia, utilizando personagens que vivem em locais marginalizados, e é assim que seus trabalhos são tão únicos. Esse é um filme que precisamos ficar de olho. Como seria uma Linda Mulher se tivesse a menor semelhança com a realidade do trabalho sexual? Talvez algo assim, a incrível tragicomédia de romance, negação e traição de Sean Baker! Mikey Madison apresenta uma atuação muito boa em uma comédia brilhante, hilária e comovente! Sean Baker é como um maestro de sinfonias cruas sobre pessoas das periferias marginalizadas, apanhadas em um turbilhão vertiginoso, às vezes criado por elas mesmas e às vezes não. As trabalhadoras do sexo têm sido uma grande parte da galeria de estranhos de Baker, o que faz de Anora uma excelente adição ao seu excelente trabalho. A jóia bruta da competição de Cannes deste ano! O diretor reafirma seu talento para identificar talentos - e suspender o julgamento - ao escalar Mikey Madison.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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