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O quarto dia de Cannes é um dos mais esperados para a temporada de prêmios, simplesmente porque temos Yorgos Lanthimos, outra vez com Emma Stone, lançando "Kinds of Kindness".
Completando o dia, temos "Three Kilometres to the End of the World", e o novo lançamento de Paul Schrader, "Oh, Canada". "OH, CANADA"
Paul Schrader é um nome extremamente importante do cinema norte-americano. Um grande e importante e teórico, e um excelente roteirista, que é um dos maiores exemplos quando falamos sobre estudo de personagem. Entre seus roteiros, temos nada menos do que "Taxi Driver", e o recente "Fé Corrompida", que finalmente o indicou ao Oscar.
Schrader chega em Cannes com mais um desses filmes de personagem, agora é "Oh, Canada", que fala sobre Leonard Fife, um dos sessenta mil jovens que fugiram para o Canadá para não servirem ao exército na guerra do Vietnã. A história começa anos depois, agora um homem mais velho, Leonard é um documentarista que conta a sua história diantes das câmeras, refletindo sobre sua vida e a morte. O elenco conta com Jacob Elordi, Richard Gere e Uma Thurman. A história é baseado no livro "Foregone", de Russell Banks, que faleceu no ano passado e era amigo pessoal do diretor. E é exatamente nesse ponto que estão as críticas, o filme é uma reflexão sobre a morte, e funciona como uma homenagem a Banks, e também uma forma do próprio diretor olhar para sua vida. Com pouco mais de uma hora meia, parte de crítica achou tudo confuso e pouco aprofundado. Enquanto parte dos elogios, foram para a atuação de Richard Gere, que tem feito alguns trabalhos bem bons nos últimos tempos. Assim como os outros filmes atuais de Paul Schrader, "Oh, Canada" vai depender de muito apoio para crescer, e de ser abraçado de pela crítica. Confuso, anticlimático e muitas vezes realizado com timidez, este novo filme estranhamente desapaixonado de Paul Schrader é uma decepção. Afastando-se do estilo impetuoso de “Taxi Driver” que dominou grande parte de sua carreira, Paul Schrader presta uma homenagem reflexiva e respeitosa a seu falecido amigo, o romancista Russell Banks, que deu ao diretor-roteirista a matéria-prima para um de seus melhores filmes, “ Affliction” – e agora, para um de seus melhores filmes em anos. O filme é uma homenagem a Banks e ao mesmo tempo revela tantos dos pensamentos do próprio Schrader sobre a mortalidade. É um filme pequeno, mas vital, certamente graças a Gere, que ultimamente, como Schrader, tem trabalhado muito em filmes independentes e apresentado ótimas atuações. Ele é novamente simplesmente excelente aqui, acertando todos os aspectos deste homem olhando para trás, infelizmente a única direção que lhe resta para explorar. Para um filme sobre grandes temas como mortalidade, memória, verdade e redenção, 'Oh, Canada' parece ao mesmo tempo leve e teimosamente engessado, muito insatisfatoriamente desenvolvido para dar aos seus atores carne para mastigar. "THREE KILOMETRES TO THE END OF THE WORLD"
Emanuel Parvu estreia em Cannes depois de passar por diversos festivais no mundo com "Consequências Irreversíveis" de 2022.
Esse seu novo trabalho fala sobre um homem endividado, que vive em uma vila remota, e acaba de perder o emprego. Mas, conservador e mantendo o que chama de valores tradicionais, ele fica desesperado quando seu filho é espancado na rua. O desespero da família acontece porque assim descobrem que o garoto é gay. Com ótimas atuações, o filme pode acabar sendo uma escolha muito interessante para a Romênia para o Oscar 2025. Mas nem todas as críticas são boas. Aliás, a IndieWire aponta um lado muito interessante ao dizer que o filme conta sobre como um ataque homofóbico afeta a vida de todas as pessoas ao redor. Mas ele nunca fala diretamente sobre a vítima, que além de apanhar, foi obrigada a sair do armário para os pais em uma cidade totalmente intolerante. Vamos ver como as críticas vão ressoar com o passar dos dias, quem sabe não teremos algum prêmio por aqui? Uma história dolorosa e dilacerante de repressão e negação! Um desastre que se desenrola em câmera lenta. Com atuações soberbas e um ritmo excelente, o filme é um relato compulsivo da destruição de uma família. Um ataque homofóbico é contado de todos os lados, menos da vítima. Não é sobre a dor de Adi, mas sim sobre como isso provoca complicações morais naqueles ao redor. E isso deixa uma lacuna enorme que o filme nunca consegue tampar. O tipo de drama competente, embora previsível, que preencherá os requisitos certos para os frequentadores de festivais. "KINDS OF KINDNESS"
Se você acompanha o Oscar, sabe do que eu tô falando quando digo que Emma Stone e Yorgos Lanthimos estão juntos outra vez. Essa se tornou uma das melhores duplas do cinema atual, e claro que as expectativas aqui estão muito em alta!
"Kinds of Kindness", que vai chegar no Brasil como "Tipos de Gentileza", é a junção de três histórias curtas: Um homem procura libertar-se do seu caminho predeterminado, um policial questiona o comportamento da sua esposa após um suposto afogamento e a busca de uma mulher para localizar um indivíduo profetizado para se tornar um guia espiritual. Com um grande elenco com nomes como Willem Dafoe, Jesse Plemons, Hong Chau, Joe Alwyn, Margaret Qualley e claro, Emma Stone. O filme foi chamado de incrivelmente bizarro, e que Lanthimos nos mostra o quanto ele é capaz de tudo. Mas antes que eu seja mal entendido, todas as notas são muito boas! O diretor volta aos seus trabalhos de antes de "A Favorita" e "Pobres Criaturas", ele volta a fazer filmes que funcionam como um estudo da natureza humana, em toda sua crueldade e amor. O elenco é excelente, com destaque para Jesse Plemons. E o roteiro, assim como toda a direção e parte técnica, foi muito elogiada. Não me espantaria se Yorgos saísse de Cannes com algum prêmio, e não me espantaria se isso fosse o começo de uma nova temporada, mesmo que mais discreta. "Enervante e divertido"! Esta antologia de três partes e quase três horas mostra Lanthimos dando uma volta vitoriosa, com um elenco matador e os recursos muito maiores de um estúdio independente americano em seu disposição... Yorgos Lanthimos mantém você se contorcendo o tempo todo! Jesse Plemons brilha! O filme é sempre interessante, raramente agradável e de alguma forma sufocado e excessivo ao mesmo tempo (e em todos os momentos), esta fogueira de quase três horas é um monumento imponente ao amor humano que revela a certeza em não ter nenhum interesse em realmente ser querido. Lanthimos não fez esse filme para agradar. O filme mais sombrio de Lanthimos até agora! Mas também muito engraçado. Independentemente do grau de entrelaçamento das três histórias, esta é uma obra de originalidade audaciosa, humor cruel e estranheza total, dando a impressão de que há poucos lugares onde o diretor não irá. É incrivelmente brilhante! É um prazer assistir Stone e esse grande elenco navegando em diferentes cenários bizarros.
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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