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A semana está acabando, Cannes na reta final, faltando apenas 4 filmes da competição.
Hoje, no décimo dia, teremos "Beating Hearts" e "All We Imagine As Light". "BEATING HEARTS"
Gilles Lellouche volta a Cannes mais de 20 anos depois de ter estreado no festival com um curta-metragem. Nesse meio tempo, Gilles foi indicado a 8 César, entre trabalhos com atuação, direção e roteiro.
Em "Beating Hearts", acompanhamos um relacionamento improvável entre duas pessoas. Uma garota de uma família de classe média alta e um rapaz de origem modesta se apaixonam, mas se afastam; ele acaba se tornando um criminoso e passa 12 anos na prisão. O filme é estrelado pela querida atriz francesa Adèle Exarchopoulos, que venceu a Palma de Ouro com "Azul é a Cor Mais Quente" - naquele ano, o prêmio foi entregue especialmente para as duas atrizes e o diretor. E é exatamente a atuação de Exarchopoulos que mais chama atenção. O filme todo teve boas críticas, mas tendo 2h50, a grande maioria disse que poderia ter sido muito menor, que perde muito o ritmo de algo que poderia ser ótimo. O novo filme de Gilles Lelouche é um gigantesco drama policial operístico sobre amantes infelizes e sentimentos feridos. O filme é longo demais. Exarchopoulos até dá tudo de si, e isso é um ótimo negócio. Mas isso não pode impedir que Beating Hearts seja uma experiência insatisfatória. Acontece que “Beating Hearts” é uma tentativa ambiciosa de fusão de gêneros, combinando elementos de um filme policial, um romance infeliz e um musical. O problema é que parece que o filme fica matando tempo, até o casal se reencontrar. O melodrama inchado e apaixonado de gangster de Gilles Lellouche não tem medo de ser chato. Longa demais, com 165 minutos, mas nunca enfadonho, esta história gigantesca de amor que se estende por décadas entre uma boa garota e um garoto mau é melhor quando cede aos seus impulsos mais selvagens. O épico romance melodramático de Gilles Lellouche perde a magia. Adèle Exarchopoulos estrela filme que começa forte antes de cair de um penhasco! "ALL WE IMAGINE AS LIGHT"
A diretora indiana Payala Kapadia, chega pela segunda vez em Cannes, depois de 2021 ter vencido o Golden Eye de Melhor Documentário por "Uma Noite Sem Saber Nada".
Agora ela estreia com "All We Imagine As Light". Que conta a história da enfermeira Prabha, de Mumbai, que mergulha no trabalho para suprimir memórias dolorosas, até que um presente reabre as feridas de seu passado. O filme faz história sendo o primeiro filme da índia competindo em Cannes nos últimos 30 anos! E, além disso, ele é muito bom! As críticas foram todas muito boas, com notas altas, que enaltecem a ótima e bonita história, assim como a evolução da diretora de 2021 para cá. O conto onírico e gentil de Mumbai é um triunfo! Há frescor e clareza emocional, uma humanidade e gentileza enriquecedoras que coexistem com um erotismo fervoroso e lânguido e, finalmente, algo epifânico nas cenas posteriores e nos momentos finais misteriosos. Um retrato brilhante de conexão urbana e irmandade inesperada. O adorável filme ilumina a competição de Cannes com sua história vibrante de duas enfermeiras de Mumbai se unindo em uma cidade de 20 milhões de almas! O primeiro título da competição de Cannes da Índia em 30 anos é um triunfo! Uma crônica comovente e luminosa!
AUTOR DO POST
Danilo Teixeira
Editor do Termômetro Oscar | CETI
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